Bancários capixabas mostram sua força e fecham 117 agências

21/08/2026 12:37

Paralisação nacional pressionou bancos por uma proposta que atenda às reivindicações da categoria

Nesta quinta-feira (20), o Dia Nacional de Paralisação Bancária, aprovado em assembleias de todo o país em resposta à proposta indecente da Fenaban, mostrou o tamanho da força e da mobilização da categoria bancária.

Ao todo, bancários e bancárias de 117 agências e departamentos da Grande Vitória e do interior do Estado aderiram à paralisação. Ficaram fechadas, com as atividades totalmente paralisadas, agências da Caixa, Banco do Brasil, Banestes, Itaú, Santander, Bradesco e Safra.

“Os bancários do Espírito Santo, junto com os demais bancários do país, deram uma resposta firme à Fenaban. A categoria está de parabéns pelo empenho e pela paralisação expressiva: foram mais de 100 agências fechadas no Estado. Não aceitaremos propostas que rebaixem nossos direitos. Queremos reposição de inflação, aumento real, PLR de pelo menos de 15%, melhores condições de trabalho, combate ao adoecimento e o fim das demissões e do fechamento de agências”, destacou Carlos Pereira de Araujo (Carlão), coordenador-geral do Sindibancários/ES e integrante do Comando Nacional.

Reivindicações

A categoria bancária cobra uma proposta digna que atenda às reivindicações dos trabalhadores, dentre elas:

  • 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como vale alimentação e refeição
  • Fim das metas abusivas e do assédio que têm provocado o adoecimento da categoria;
  • Manutenção dos direitos conquistados;
  • Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados;
  • Defesa do emprego bancário, com fim das demissões sem justa causa e do fechamento de agências;
  • Defesa dos bancos públicos.

Negociações

Na segunda-feira (24) terá mesa de negociação com Fenaban. Se não houver uma proposta decente, serão construídas novas estratégias de luta, inclusive com a possibilidade de greve.

“As negociações retornam na segunda-feira, se os bancos não responderem às reivindicações, podemos chegar à greve por tempo indeterminado. A decisão está na mão dos bancos. A categoria está demonstrando boa vontade para negociar, mas também demonstramos ontem que não aceitaremos retrocessos”, alertou o Carlão.

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Fotos: Sérgio Cardoso