A Gerência de Pessoas (GEPES) do Banco do Brasil soltou comunicado nesta segunda-feira, 24, informando que os funcionários e as funcionárias pertencentes ao chamado grupo de risco devem retornar ao home office. Diz um trecho do comunicado: “Os funcionários integrantes do Grupo de Risco Autodeclarados que já tenham retornado ao presencial, deverão ser afastados com recondução ao Trabalho Remoto Emergencial até novas orientações por parte do Banco. Ressaltamos que a decisão alcança todas as unidades sob jurisdição do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Espírito Santo”.
O BB foi notificado pela Justiça no dia 17, mas a manifestação só saiu hoje, sete dias depois da decisão do desembargador Alzenir Bollesi De Pla Loeffler, que acolheu mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Bancários/ES.
Segundo a decisão do magistrado, o BB fica impedido de convocar funcionários do grupo de risco para o trabalho presencial e deve determinar o retorno imediato ao home office daqueles já convocados. Em caso de descumprimento da decisão, o juiz arbitrou multa de R$ 1 mil para cada trabalhador atingido, até o limite de R$ 100 mil. O eventual valor recolhido em multa será revertido aos trabalhadores afetados.
“O BB demorou sete dias para reconhecer a decisão da Justiça”, sublinha a diretora do Sindicato Bethânia Emerick. Em função da demora do banco em afastar os funcionários, diz Bethânia, o Sindicato foi obrigado a entrar com uma petição, na última sexta, 21, pleiteando o cumprimento da decisão judicial. “O Sindicato recomenda a todos e todas que tenham comorbidades e estavam afastados até 23 de novembro, que devem retornar imediatamente so home office para evitar o risco de contágio”, reforça Bethânia.
Conta não fecha
Para a dirigente, a ação do Sindicato foi providencial no sentido de preservar a saúde dos funcionários e das funcionárias do grupo de risco. “O aumento exponencial dos casos de covid, em razão da variante ômicron, é motivo de preocupação do Sindicato com toda a categoria. Mas sabemos que os riscos são ainda maiores para os bancários com comorbidades. Por isso foi tão importante a decisão da Justiça ao manter os mais vulneráveis em trabalho remoto”, pontua Bethânia.
A dirigente enfatiza que a sobrecarga de trabalho dos funcionários da linha de frente não pode ser atribuída ao retorno do grupo de risco ao teletrabalho. “O BB vem demitindo seus funcionários em plena pandemia e segue postergando a convocação dos aprovados no último concurso. Desse jeito, a conta não fecha. Sempre haverá defasagem de pessoal. É preciso registrar que a responsabilidade pela sobrecarga de trabalho na linha de frente é exclusivamente do banco”.

