Ato marca 159 anos da Caixa

13/01/2020 13:26

A Caixa se consolidou como o banco do povo brasileiro, mas toda a história de serviços prestados à população está sendo agora ameaçada pela política ultraliberal do governo Bolsonaro, que está “esquartejando” o banco.

O Sindicato dos Bancários realizou nesta segunda-feira, 13, ato em defesa da Caixa Econômica Federal para marcar os 159 anos do banco, comemorados no domingo, dia 12. Foi em frente ao edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória, com a participação de empregados de vários setores do banco que desceram no momento do ato. Um panfleto foi distribuído destacando o importante papel da Caixa no desenvolvimento socioeconômico do país.

O banco criado em 1861 tinha inicialmente o desafio de incentivar a população a poupar. Mas acabou indo muito mais longe. A Caixa se consolidou como o banco do povo brasileiro. É ela que administra o pagamento de vários benefícios sociais e trabalhistas como FGTS, PIS, Seguro-desemprego, Minha Casa Minha Vida, Fies, Bolsa Família.

Toda essa história de serviços prestados à população está sendo agora ameaçada pela política econômica ultraliberal do governo Bolsonaro, que está “esquartejando” a Caixa. Esse processo de fatiamento começou em 2019 com a venda da Lotex (Loterias Instantâneas) e ganhou força logo nos primeiros dias deste ano, com o anúncio da oferta inicial de ações (IPO) da Caixa Seguridade, previsto para abril.

Não bastasse, o presidente da instituição, Pedro Guimarães, lacaio do capital e entusiasta da privatização, já programa fatiar também a área de cartões de crédito. São justamente esses segmentos rentáveis que permitem à Caixa financiar programas sociais nas áreas de habitação, saneamento, educação, esportes, cultura, segurança, ações que beneficiam, sobretudo, os segmentos menos favorecidos da população.

“O que está em jogo é o futuro dessa empresa. Boa parte do conjunto dos direitos sociais chega à população com o trabalho dos empregados da Caixa. A identidade da Caixa é esse papel social, que agora está ameaçado. Há muitos anos a Caixa vem sofrendo com ataques de governos privatistas, mas sobrevive graças à resistência dos empregados e da população. Agora estamos ao lado dos trabalhadores da Casa da Moeda, dos Correios e de outras empresas públicas que também estão na mira do governo Bolsonaro. Por isso é importante neste aniversário de 159 anos regatar a história do banco” , afirmou a diretora do Sindicato Renata Garcia. Ela lembrou que, diferente do que se fazia no passado, esse governo não leva empresas a leilão, mas quer “esquartejar o banco”, fatiando a empresa. “Assim, ou a gente se organiza de baixo para cima ou seremos liquidados”, convocou Renata Garcia.

O coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, lembrou que a ofensiva contra a Caixa é a mesma que atinge outras instituições federais e estaduais, com o objetivo de entregar o patrimônio do povo ao capital privado. “Querem fatiar a Caixa para entregá-la ao Bradesco e Itaú. E o mesmo acontece em outros setores da economia. A propaganda diz que “Agro é tech, agro é pop” , mas ninguém diz que o agro é a Embrapa, nossa empresa de pesquisa agropecuária! Por isso é necessária a resistência e luta coletiva, para defender as nossas empresas públicas, que cumprem um papel social no Brasil.

Visita às agências

Após a manifestação na rua, diretores do Sindicato percorreram agências da Caixa no Centro conversando com os empregados e clientes do banco. O objetivo é manter ampliar a mobilização de toda a sociedade. A Caixa é um patrimônio de todos os brasileiros e, para continuar sendo muito mais que um banco, precisa se manter 100% pública.