Um ato político unificado organizado pela centrais sindicais Intersindical, CUT, UGT, CTB, NCST e Pública e atividades culturais, além de recreação infantil, vão marcar as comemorações do 1º de Maio – Dia do Trabalhador e da Trabalhadora em Vitória.

A programação começa às 8 horas, na Praça José Luiz Gobbi, Portal do Príncipe, em frente à Rodoviária de Vitória. Além do ato político, vão acontecer apresentações do Coral Serenata de Favela, do Samba Itinerante e de grupos de poesia. Para a criançada, haverá pula-pula, picolé, pipoca e apresentação de palhaços. O evento vai até as 13 horas.

Neste ano, o tema do 1º de Maio é “Emprego, Direitos, Renda e Democracia”. O Sindibancários/ES vai levar para a praça a campanha Menos Metas, Mais Saúde, denunciando o assédio moral e a cobrança abusiva que têm sido prática nos bancos. Também vai debater a necessária redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75%, e o fim da independência do Banco Central.

“Esse é um dia importante para a classe trabalhadora, sobretudo nesse contexto que vivemos, com os efeitos das desconstruções do governo Bolsonaro. No caso dos bancários, temos o desmonte dos bancos públicos e da sua função social. No caso geral, é fundamental a revogação da reforma trabalhista, que os trabalhadores sejam valorizados nos seus salários e também com melhor qualidade de vida. Por isso é fundamental que os trabalhadores se reúnam publicamente para exigir o atendimento das suas pautas de reivindicações. Precisamos unificar a pauta dos trabalhadores e também o que nos atinge especificamente. Por isso conclamamos todos os bancários e bancárias para fazermos um grande ato no Espírito Santo no 1º de Maio”, afirma a coordenadora-geral do Sindicato, Rita Lima.

Entre as pautas prioritárias das centrais sindicais para serem debatidas neste ano estão valorização do salário mínimo; fim dos juros extorsivos; revogação do novo ensino médio; fortalecimento da negociação coletiva; mais empregos e renda; direitos para todos os brasileiros; respeito à Convenção 156 OIT – que trata da igualdade de oportunidades e tratamento para mulheres e homens trabalhadores; trabalho igual, salário igual, sem diferenças entre homens e mulheres; aposentadoria digna; valorização do servidor e da servidora pública; regulamentação do trabalho por aplicativos; defesa das empresas públicas; revogação dos marcos regressivos da legislação trabalhista; fortalecimento da democracia e desenvolvimento sustentável com geração de empregos de qualidade.

“A unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, refletida na organização do 1º de Maio, é imprescindível para que consigamos cobrar do novo governo respostas às questões que afligem a classe trabalhadora, principalmente a revogação da reforma trabalhista e outras pautas importante para o povo”, afirma o diretor do Sindicato e da Intersindical Idelmar Casagrande.