Melhores condições de trabalho para pessoas com deficiência, combate às metas abusivas e contratação de mais empregados estão entre as principais reivindicações dos bancários da Caixa para a Campanha Salarial 2015. As resoluções aprovadas no 31° Conecef, realizado de 12 a 14 de junho em São Paulo, foram publicadas na íntegra nesta segunda-feira, 13, pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa – Contraf). A pauta de reivindicações específicas da categoria será negociada com a Caixa durante a Campanha Salarial e na mesa de negociações permanentes.
O slogan do 31º Conecef “Unidade para conquistar” norteou os debates em torno das reivindicações dos empregados. “A defesa da Caixa 100% pública e o fortalecimento da unidade no movimento dos empregados para lutar por mais conquistas, contra os ataques aos direitos trabalhistas e contra o avanço do conservadorismo foram a tônica dos discursos na abertura do evento”, destacou a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Rita Lima, que representou a Intersindical na mesa de abertura.
Participaram dos três dias do encontro 348 delegados de todo o país, sendo 198 homens (57%) e 150 mulheres (43%). Entre as principais reivindicações aprovadas também estão: garantias para vítimas/familiares de assaltos e sequestros; melhoria e ampliação do atendimento do Saúde Caixa, com extensão para quem se aposentou por meio de PADVs; extensão de tíquete e cesta para aposentados e pensionistas; retomada da Agência Segura; manutenção da Caixa 100% pública; fim do GDP; a isonomia e o Saúde Caixa na aposentadoria para todos.
Clique aqui e confira a íntegra das resoluções do 31º Conecef.
Fórum em defesa do fundo de pensão
Durante o Conecef, os empregados aprovaram a criação de um Fórum Nacional em Defesa da Funcef. Esse fórum vai acompanhar a apresentação, pela direção da Funcef, da proposta para o equacionamento do déficit do Reg/Replan e, a partir daí, promover o debate e se posicionar sobre a proposição.
As correntes políticas assinaram um manifesto em defesa do fundo de pensão e se comprometeram a continuar discutindo uma proposta para modificar as regras eleitorais visando à ampliação da democracia com, por exemplo, o fim do voto minerva e a eleição de diretores e conselheiros em dois turnos sempre que a chapa mais votada não atingir 50% dos votos mais um.
A origem do déficit da Funcef, os investimentos que mais impactaram negativamente o fundo de pensão e o plano de equacionamento foram debatidos numa mesa com a presença do diretor de Investimentos da Funcef, Maurício Marcellini, e do conselheiro deliberativo eleito Antônio Luiz Fermino.









