Bancários e bancárias capixabas da Caixa aprovaram a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho referente ao Saúde Caixa em assembleia virtual que terminou às 14 horas desta quarta-feira (12). Após fortes mobilizações dos empregados, o banco acatou a reivindicação dos empregados de reajuste zero, mantendo o percentual do salário a ser pago pelos titulares (3,5%) e do valor fixo pago pelos dependentes (R$ 480). O acordo aprovado terá validade de 01 de janeiro a 31 de agosto de 2026 e foi aprovado com 59% dos votos a favor, 40% contra e 1% de abstenções.
A assembleia de votação, iniciada às 19 horas desta terça-feira (11), foi precedida de debate em plenária virtual com bancários. Na ocasião, o dirigente do Sindibancários/ES e integrante da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Ronan Teixeira, ressaltou como a participação e o envolvimento dos empregados foram fundamentais para garantir avanços no acordo.

Negociação sobre Saúde Caixa realizada em julho deste ano (Foto: Contraf)
“Não foi uma negociação simples. A unidade e o engajamento dos empregados marcaram essa campanha. Ao longo das rodadas, a Caixa trouxe vários cenários sobre o déficit, que é de aproximadamente R$ 500 milhões, em relação ao acumulado. Mas todo esse déficit foi construído a partir de uma participação reduzida da Caixa com o Saúde Caixa. Comprovamos isso com a apresentação de um estudo robusto realizado pelo Dieese. O banco tentou se privar da responsabilidade com esse déficit, mas ao final recuou e acatou importantes reivindicações dos empregados como o reajuste zero”, enfatizou.
Outro importante ponto negociado foi o retorno do acordo do Saúde Caixa na data base da categoria bancária, junto com todas as outras demandas sobre saúde e condições de trabalho. “Não podemos abrir mão de lutar pela responsabilização da Caixa com a saúde dos seus empregados. Nossas mobilizações garantiram nossas conquistas, como o retorno da negociação sobre o Saúde Caixa para nossa campanha salarial, pois é o momento em que estamos mais mobilizados e tudo é centralizado nas mesas de negociações”, destaca a dirigente do Sindicato Rita Lima.
No acordo aprovado, também está garantida a entrada ou permanência no plano de dependentes com idade entre 24 e 27 anos. O dirigente do Sindicato André Tosta falou sobre essa e outras conquistas do acordo e os desafios que ainda permanecem. “Vamos levar para 2026 essa mobilização crescente para avançarmos em outras questões específicas do Saúde Caixa, como a derrubada do teto de 6,5% de contribuição da Caixa e que é a origem do déficit. Essa reivindicação não depende apenas de um novo acordo, mas também de alteração no estatuto da Caixa, por isso é primordial fortalecer nossas ações no próximo ano”, aponta o diretor do Sindibancários/ES André Tosta.
Confira minuta do acordo completa.
Resumo da proposta
- Reajuste zero, permanecendo as regras atuais;
- Respeito ao pacto intergeracional e mutualismo;
- Ampliação do plano de saúde para filhos até 27 anos (R$ 800,00);
- ACT válido até a próxima data-base (31/08/2026).
Outros pontos negociados em 2025
- Serão convertidas ao Saúde Caixa as contribuições, patronal e pessoal, incidentes sobre valores pagos a empegados e ex-empregados, decorrentes de processos judiciais trabalhistas individuais, coletivos e acordo judiciais que tenham como objeto parcelas de natureza salarial. (a partir da assinatura do acordo);
- Carência de 3 meses para novos contratados;
- Elaboração de medidas estruturantes em 2026, com vistas à sustentabilidade do plano. Com retomada já em novembro das mesas permanentes de negociação com vistas a preparar o debate para o próximo ano

