Os bancários decidirão nesta quinta-feira, 27, em assembleia virtual agendada para as 19h, se aprovam ou rejeitam a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na Campanha nacional 2020. A assembleia será transmitida pelo Youtube (clique aqui para se inscrever no canal). Durante a assembleia, os bancários e as bancárias poderão interagir diretamente pelo chat do canal ou se preferir enviando perguntas via WhatsApp. Caso a assembleia delibere por alguma votação, o participante acessará o site do Sindibancários com o link para cadastro e votação. O Sindicato orienta aos bancários que antecipem o cadastro no site do Sindicato para facilitar o acesso à página de votação. Confira o edital.
“É importante que os bancários já antecipem seu cadastro para esta ou futuras votações. Durante a pandemia, para garantir o isolamento social, todas as nossas votações acontecerão de forma virtual, então é essencial que o bancário mantenha o cadastro atualizado com suas informações de login e senha para participar das votações”, explica o diretor do Sindicato Carlos Pereira de Araújo (Carlão).
Atenção, no momento de fazer o cadastro é possível que não apareçam os endereços de algumas agências bancárias. Neste caso, basta que o usuário escolha a opção “outras agências”.
Para fazer seu cadastro basta clicar no link abaixo e preencher um breve formulário com dados de e-mail, CPF e data de nascimento. Checadas as informações, os bancários poderão acessar posteriormente o sistema com login e senha. Em caso de dúvida, o empregado pode entrar em contato com o Sindicato pelos telefones (27) 3331-9999 ou 3331-9953, das 9h às 16h.
Negociação
A proposta que será submetida à votação depende do resultado das rodadas de negociação que acontecem entre o Comando Nacional e a Fenaban nesta quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto. Na rodada encerrada nesta terça, 25, os bancos mantiveram a proposta de reajuste zero por dois anos e propuseram um abono de R$ 1.656,22 para 2020 – valor que não repõe sequer a metade da inflação do período – e de R$ 2.232,75 para 2021.
Os bancos também apresentaram nova proposta de distribuição da PLR, que mantém a redução da parcela do lucro distribuída aos empregados. A proposta foi rejeitada em mesa pelo Comando Nacional. A expectativa é que nas próximas rodadas os bancos revejam a posição e contemplem as reivindicações da categoria, sem retirada de direitos. Caso a proposta se mantenha, não está descartada a possibilidade de greve nacional dos bancários.
Em assembleias e plenárias estaduais realizadas na noite desta terça, bancários e bancárias reafirmaram que não aceitarão acordo rebaixado. No ES, mais de 450 trabalhadores participaram da assembleia de avaliação da Campanha Nacional.
PLR
Na proposta de PLR feita nesta terça-feira pelos bancos, apesar de terem retornado alguns valores fixos aos patamares atuais, foi mantida a redução do percentual da parcela adicional e a redução do acelerador da regra básica. Além disso, incluíram uma limitação do valor que os bancos poderão gastar com PLR, que retornará ao mesmo percentual distribuído em 2019. Como em 2019 os lucros dos bancos bateram recordes, os percentuais distribuídos foram pequenos.
Agora os bancos querem replicar esses percentuais menores, mas em cima de um lucro inferior, o que irá piorar ainda mais o valor que os bancários receberiam este ano. Na primeira proposta da Fenaban, no dia 14, os 3 maiores bancos privados distribuiriam em média 6,8% de seus lucros líquidos. Na segunda proposta, no sábado (22), esse percentual aumentaria para 6,9%. Já na proposta desta terça-feira (25), em função da inclusão do limitador, o percentual distribuído seria de 6,2%, que foi o patamar de 2019. Veja as diferenças para o salário médio da categoria:
Os bancos também mantiveram a proposta de reduzir os limites de distribuição do lucro líquido. Na atual Convenção Coletiva de Trabalho, esse limite mínimo é de 7% (5% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional) e o limite máximo de 15% (12,8% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional). Os bancos propõem uma redução de 0,2% nas parcelas adicionais, seja no limite mínimo ou no máximo.
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