*Atualizado em 27/11/2015, às 17h40
A direção do Banestes acionou a Polícia Militar para tentar impedir a Ação Sindical realizada na agência Colatina na manhã desta sexta-feira, 27. A agência está paralisada desde o início do dia em protesto contra a retaliação do banco aos empregados da região norte que aderiram à greve da categoria na Campanha Salarial 2015.
Por volta das 9h, policiais chegaram à unidade ameaçando retirar as faixas da paralisação e prender os dirigentes sindicais caso a entrada não fosse liberada num prazo de 40 minutos.
“O Banestes desrespeita o Acordo Coletivo dos trabalhadores e ainda usa a Polícia Militar para reprimir seus empregados. Não vamos aceitar essa postura e vamos cobrar do banco respostas sobre as práticas antissindicais contra os trabalhadores”, diz Jonas Freire, diretor do Sindicato e bancário do Banestes, que está no local.
Jonas denuncia ainda que a agência Colatina possui diversos problemas, como a carência de funcionários, que tem gerado um quadro de adoecimento dos empregados devido à sobrecarga de trabalho. “Diante de tudo isso, o banco ainda quer solucionar o problema da unidade colocando a polícia em cima dos trabalhadores”, salienta.
Até o momento estão na unidade apenas a gerente substituta e o gerente administrativo. A polícia permaneceu do lado de fora. A agência deve ficar fechada até o fim do dia.
Resposta do Banestes
Em nota enviada ao Sindicato na tarde desta sexta-feira, a diretoria do Banestes informou que não autorizou e nem requisitou a Polícia Militar para impedir a ação do Sindibancarios na agência de Colatina, e que está apurando o ocorrido na agência. A Diretoria ainda reiterou o compromisso do Banestes em respeitar o direito de greve, bem como as cláusulas do Acordo Coletivo 2015/2016.

Protesto em toda a região norte
Além da agência Colatina também estão paralisadas as unidades de Linhares e São Mateus, incluindo a Superintendência Regional Norte.
O Sindicato dos Bancários/ES cobra que o banco revogue as medidas adotadas em retaliação à greve, entre elas, o cancelamento das férias dos funcionários que estavam previstas para dezembro e janeiro e o cancelamento dos abonos assiduidade garantidos no Acordo Coletivo. Os trabalhadores criticam também o remanejamento repentino de diversos bancários e bancárias de setor, feito sem diálogo com os empregados.
“Fica evidente que a ação do banco é retaliatória. Querem desmobilizar a categoria punindo e colocando medo nos empregados que exerceram o seu direito de greve”, denuncia Goretti Barone, diretora do Sindicato que atua na subsede Colatina.










