Bancários e bancárias da Caixa têm enfrentado diariamente o alto risco de contaminação à covid-19 e o aumento da sobrecarga de trabalho, principalmente devido à demanda de atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial. Em comunicado enviado nesta quarta-feira, 19, o banco orienta o rodízio entre os empregados que podem trabalhar presencialmente e a continuidade do home office para aqueles que são do grupo de risco e de prevenção ampliada. No entanto, apesar dessa medida, a Caixa mantém mais forte do que nunca a política de imposição de metas e pressiona, ainda mais, bancários e bancárias para atingi-las.
Em mensagem enviada aos empregados e empregadas nesta semana, a Caixa tenta disfarçar a política opressora adotada pela atual gestão, troca a palavra metas por desafios e faz um “convite” para que os bancários se entreguem, ainda mais neste mês. Ao comparar os gestores e demais empregados a maquinistas de locomotiva, cuja tarefa principal na pandemia é entregar o resultado da venda dos produtos da feira, a direção da Caixa deixa claro não se importar se isso custará aos trabalhadores jornadas ainda mais extenuantes e maior exposição aos riscos de contaminação.
“Enquanto a entrega “A💤UL” esmaga os empregados, na mesa de negociação a Caixa nega direitos aos bancários, quer rebaixar em 48% a PLR, não pagar a PLR Social e mudar o custeio do Saúde Caixa, onerando e inviabilizando que todos possam permanecer no plano, só para citar algumas maldades. Utilizando as palavras da mensagem “#NinguémFicaPraTrás”, o que se lê é que o lucro está acima de tudo. Por isso, companheiros e companheiras, é hora de dar um BASTA nesta situação. Vamos responder a toda essa falta de humanidade e de respeito aos bancários. #NenhumDireitoaMenos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.
De acordo com o comunicado enviado pela Caixa, os empregados não enquadrados no grupo de risco devem se revezar entre trabalho remoto e presencial, atuando em regime de escala semanal definida pela Gerente Geral de Rede, sendo 70% em home office e 30% presencial, desde que seja garantido o mínimo de três empregados por agência.
“O rodízio e a manutenção do trabalho remoto para os bancários do grupo de risco são as medidas mais viáveis para prevenir a contaminação pela covid-19 entre os bancários. No entanto, a atual direção da Caixa orienta os gestores a fazerem diferente. Com a imposição de metas, unidades pequenas, por exemplo, não conseguem sequer aderir ao rodízio, pois são pressionadas a alcançar as metas. Isso é inadmissível. Temos que acabar com as metas para garantir que todos os bancários tenham saúde e vida preservadas”, completa a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.


