Menores taxas para os empréstimos, créditos, continuação da isenção de tarifas, respeito à jornada de seis horas, manutenção da PLR Social e ações mais efetivas para as pessoas com deficiência (PcD). Essas foram as principais reivindicações dos bancários da Caixa discutidas com o banco na terceira rodada de negociação nesta segunda-feira, 17. A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) também cobrou a manutenção das cláusulas sociais, e no que se aplicar extensiva aos aposentados.
Apesar de ter recebido a minuta de reivindicações dos bancários desde o dia 07 de agosto, a Caixa não trouxe nenhuma proposta sobre a pauta de igualdade de igualdade de oportunidade e as cláusulas sociais.
“A postura da Caixa em não apresentar nenhuma proposta sobre essas reivindicações é um desrespeito aos empregados. As negociações não têm avançado e a Caixa ainda sinaliza com proposta de retirada de direitos. Por isso é urgente a nossa mobilização para garantir nossas conquistas. Temos que começar a pensar, sim, em uma greve forte para barrar essa tentativa de retirada de direitos”, destaca a coordenadora do Sindibancários/ES, Rita Lima.
Igualdade de oportunidades
Outra reivindicação apresentada é a ampliação de oportunidades para as mulheres em cargos de liderança. De acordo com dados apresentados pelo próprio banco, cerca de 44% dos empregados da Caixa são mulheres, pouco mais de 37 mil trabalhadoras. A Comissão Executiva dos Empregados cobrou que ações desenvolvidas pelo banco para reduzir a desigualdade de gênero dentro do banco sejam construídas com o movimento sindical, que representa as bancárias e sabe quais são as reivindicações dessas trabalhadoras.
“A Caixa alega que tem estímulos para as mulheres ocuparem as lideranças dentro do banco, no entanto com a política de reestruturação, a Caixa pôs fim ao PSI, reduzindo ainda mais o acesso das mulheres bancárias a um cargo de liderança”, frisa Rita Lima. A CEE também cobrou o canal de denúncias para as empregadas, uma reivindicação garantida no aditivo que a Caixa assinou junto à Contraf.
Pessoas com deficiência
A Comissão dos Empregados também reforçou as demandas para os bancários e bancárias com deficiência que estão incluídas na minuta. Discriminação e falta de condições necessárias para desempenhar as atividades nas áreas em que atuam são as principais dificuldades enfrentadas por esses bancários. Atualmente, são 3.464 trabalhadores com deficiência na Caixa, sendo que 1.800 deles foram contratados em 2019 somente após ação judicial movida pelas entidades sindicais, que obrigou a Caixa a realizar a contratação.
A Caixa apresentou dados do projeto Banco da Inclusão, que resultou em ações como a adaptação da softwares e mapeamentos dos empregados PcDs, por exemplo. No entanto, os representantes dos empregados frisaram que as reivindicações apresentadas foram elaboradas a partir das demandas apresentadas pelos bancários PcDs. Portanto, se a Caixa faz a construção de projetos para os PcDs, essas ações não estão chegando a esses bancários. Além disso, há reclamações de que não há equipe de acompanhamento e debates sobre as necessidades desses trabalhadores, que se sentem discriminados no espaço em que foram colocados. O banco reconheceu que precisa avançar nessa pauta.
Racismo e homofobia
Assuntos como racismo e homofobia foram deixados de lado pela Caixa. “ É preciso debater esses dois assuntos na mesa de negociação. A Caixa foi o banco que mais demorou a aderir o Censo da Diversidade, e a adesão às respostas foi baixa entre o s bancários. Esses dois temas são imprescindíveis para avançar na pauta de igualdade de oportunidade”, destaca Rita Lima. A Caixa não informou se houve comunicação para evitar a baixa adesão.
Metas
Outra cobrança importante feita pela Comissão foi que a Caixa deixe de cobrar as metas durante a pandemia. Mesmo com a contaminação pela covid-19 crescente no país, a Caixa mantém a cobrança de metas dos empregados. “Nós, do Sindibancários/ES, reivindicamos o fim das metas, pois entendemos que esse modelo de gestão é motivo de adoecimento dos trabalhadores”, pondera Rita Lima.
Saúde Caixa e PLR
Uma nova reunião foi marcada para esta quarta-feira, 19, para tratar do Saúde Caixa. A demanda foi cobrada na última reunião. Outro item importante cobrado foi a manutenção da PLR Social nos moldes atuais.
A Caixa alegou dificuldades com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para manter a PLR no formato conquistado e mantido pelos empregados nos últimos anos. O banco afirmou que deve trabalhar para trazer propostas aos empregados sobre os dois temas.
Higienização
A Comissão voltou a cobrar a limpeza completa e efetiva das unidades em casos de contágio ou suspeita da covid-19. A aplicação do protocolo não tem sido feita de forma homogênea em todas as unidades, o que mostra que a comunicação institucional da Caixa não chega às chefias.
Plenárias de mobilização
Toda segunda-feira, às 19 horas, o Sindibancários/ES realiza uma plenária virtual aberta a todos bancários e bancárias para discutir o resultado das negociações e as estratégias de luta da categoria. Os links para acessar a sala virtual são sempre divulgados no site do Sindicato. Fique atento, programe-se e participe; a distância não nos limita!
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