Irredutível, a Caixa Econômica Federal recusou a proposta apresentada pela representação das empregadas e dos empregados, que defende a distribuição de um delta linearmente para todos que cumpram os critérios definidos e que apenas o segundo delta siga os critérios da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). O banco insiste que os pagamentos dos deltas da promoção por mérito, referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), devem obedecer exclusivamente os parâmetros definidos pela GDP.
Para Lizandre Borges, diretora do Sindicato dos Bancários e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), a intransigência da Caixa reforça a má vontade da atual gestão em atender uma demanda dos empregados. “Para defender o delta linear, que não consideramos a distribuição ideal, mas possível, na atual conjuntura, partimos do pressuposto de que os lucros e resultados da Caixa são resultado do trabalho coletivo. Mas a Caixa insiste que são merecedores do delta apenas os empregados que alcançam a classificação de bom desempenho e desempenho de excelência na GDP. Ora, sabemos que a GDP se vale de critérios pouco transparentes e subjetivos, como feedback do gestor, para avaliar o empregado. Em poucas palavras, a avaliação a partir da GDP muda as regras do jogo com a bola rolando”, critica a dirigente.
Negociações prosseguem
A representação dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) de Promoção por Mérito da Caixa prevê que a proposta do banco será recusada pela CEE-Caixa e pediu que o banco apresente os dados solicitados na reunião anterior, no último dia 17.
Nessa reunião passada, a Caixa informou que 7.334 trabalhadores não receberam nenhum delta por terem algum dos impedimentos definidos nas regras de promoção por mérito e que, dos 78.699 que receberam a promoção, 68.433 receberam um delta e 10.266, dois deltas. Entre os que receberam o segundo delta, 991 são da matriz, 3.460 das filiais e 5.815 da rede de agências.
Diante do grande número de empregados com impedimentos, a representação dos empregados pediu à Caixa informações sobre os motivos considerados que impediram o cumprimento dos critérios, com o intuito de avaliar esses motivos para poder eventualmente questionar o banco. É importante saber, por exemplo, o percentual de empregados da matriz, das filiais e da rede de agências que receberam o segundo delta. A representação dos empregados também requer informações sobre o histórico, de pelo menos dois anos, da quantidade de empregados que perderam o direito à promoção por terem algum impedimento.O banco, mais uma vez, ficou de analisar as solicitações.
A próxima reunião de negociações do GT de Promoção por Mérito da Caixa ainda não tem data definida.

