A previsão era de chuva para o último domingo (24), mas por alguma razão em favor dos aventureiros e aventureiras do Pé Na Estrada, projeto da Secretaria de Cultura e Esportes do Sindibancários/ES, o dia amanheceu com céu aberto. Nas primeiras horas da manhã, um sol ensaiou brilhar no azul acima, porém, logo o astro-rei se intimidou e deu espaço as nuvens carregadas que fizeram do somente azul um azul acinzentado.
O tempo fechado não desanimou a turma do Pé Na Estrada. Cerca de 30 pessoas, entre diretores do Sindicato, bancários e seus familiares, se aventuraram em subir o conhecido Morro do Moreno, um dos cartões postais capixaba, localizado no bairro Praia da Costa na cidade de Vila Velha.
“A região do Morro do Moreno é muito conhecida, está na Grande Vitória, é de fácil acesso, mas poucos de fato frequentam. O local preserva parte da Mata Atlântica e proporciona uma experiência única de contato com a natureza e paisagem. Por isso escolhemos como destino nesta edição do projeto Pé Na Estrada”, conta Fabrício Coelho, diretor do Sindicato e titular na Secretaria que idealizou a ação.
Com seus quase 190 metros de altura, o morro é uma unidade de conservação ambiental e fica às margens da foz da Baía de Vitória. De acordo com o Instituto Jones dos Santos Neves, o Moreno trata-se de um maciço rochoso litorâneo de formações graníticas e gnáissicas, tipos de rochas, e sua vegetação é remanescente da Mata Atlântica e Floresta Pluvial Montana. Atualmente, o Morro do Moreno é um dos poucos fragmentos de preservação da Mata Atlântica em área urbana do município de Vila Velha.
Na trilha do João
Guiado pelo profissional de educação física, gestor de risco em atividades de aventura e brigadista civil Elcio Alvares Neto, o grupo seguiu pela trilha João Moreno, uma das menos complexas e menos íngremes. Ao todo, a turma levou pouco mais de uma hora para fazer uma caminhada de subida de quase 2km até o topo e mais 2km de descida. Pelo caminho, a mata atlântica preservada proporcionou belas paisagens e um refúgio tranquilo com ar puro.
Lá do alto do Morro do Moreno, a vista coloriu os olhos de todos. O azul acinzentado do céu se uniu ao azul do mar e ao verde das árvores tornando a aventura ainda mais extraordinária. Dos quase 190 metros de altura, era possível avistar a Terceira Ponte, a ilha de Vitória, as praias de Vila Velha, o morro Mestre Álvaro e o Convento da Penha. Do topo do Moreno, a imensidão da Grande Vitória.
Mais que turismo
“O Pé Na Estrada tem como uma de suas propostas levar a categoria para lugares temáticos com recorte cultural, ambiental, social e de saúde. Mais que ser um passeio turístico, de ir pra estrada, conhecer um novo lugar, o projeto tem a ideia de enriquecer de conhecimento a categoria. Ele dialoga também com nossas ações em defesa da saúde e está dentro das atividades do Viver é Minha Meta”, diz Coelho sobre a relevância da iniciativa.
O passeio terminou com um delicioso almoço no Centro Sindical das Bancárias e dos Bancários, em Ilha de Santa Maria, Vitória, ao som do duo Pretaô, que embalou o grupo com afro-sambas e Música Popular Brasileira. Para sorte dos aventureiros e aventureiras desta edição do Pé Na Estrada, a chuva prevista para o dia só caiu no meio da tarde daquele domingo.
Morro do Moreno, sua origem
Conta-se que a origem do seu nome tem relação com o faroleiro que lá viveu por longos anos chamado João Moreno. Sua função era ser protetor do território observando os tipos de embarcações que se aproximavam da costa e relatando ao então donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Moreno ocupou-se também da plantação de sementes no solo. De descendência moura, dos povos que viveram no norte da África, Moreno foi o primeiro guardião do Morro que hoje lhe homenageia com seu nome.









