A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reuniu nessa terça-feira,02, com os representantes do banco para debater a minuta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Essa quarta rodada de negociações discutiu as condições de trabalho das pessoas com deficiência (PcDs), que hoje são mais de quatro mil empregados e empregadas na Caixa.
Na reunião do dia 27 último, na rodada sobre “Saúde do Trabalhador e Condições de Trabalho”, a CEE havia questionado sobre a situação dos PcDs. Segundo a comissão, os trabalhadores enfrentam problemas que dificultam o desempenho de suas atividades laborais. A Caixa, na ocasião, concordou em fazer uma reunião específica para debater as questões relacionadas às PcDs, que foi justamente a mesa realizada nessa terça-feira.
A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, que também integra a CCE/Caixa, explica que a comissão dos empregados reivindicou ao banco a inclusão das nove propostas consignadas na minuta ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). “Quando discutimos a situação dos PcDs, a Caixa sempre reafirma que tem se esforçado para melhorar as condições de trabalho desses empregados. Mas, na prática, sabemos que há um abismo entre as ‘boas intenções’ da Caixa e a realidade enfrentada no dia a dia pelas pessoas com deficiência”.
Segundo Lizandre, durante a reunião, os representantes da Caixa argumentaram que 44% dos pedidos relacionados a melhorias de equipamentos e condições de acessibilidade foram atendidos pelo banco. “Esse é um número genérico que não nos diz muita coisa. Não dá para olhar para o número e dizer: ‘A Caixa está se esforçando para garantir a inclusão das pessoas com deficiência’. Longe disso, por exemplo, desses 44%, qual é o percentual relacionado às demandas por equipamentos? Não se sabe”. A integrante da CEE diz que, para além dessas barreiras ambientais e físicas, que já deveriam ter sido superadas há muito tempo, a direção da Caixa precisa criar as condições para o desenvolvimento de uma atitude inclusiva na empresa em relação às PcDs.
A dirigente afirma que o desafio para proporcionar um ambiente digno de trabalho às pessoas com deficiência é complexo e exige empenho redobrado da Caixa. “É preciso derrubar preconceitos, estereótipos e discriminações. O primeiro passo para a Caixa criar uma cultura atitudinal na na empresa em relação às PcDs é a inclusão na íntegra no ACT das nove propostas apresentadas pela CEE”, enfatiza Lizandre.
Nesta quinta-feira, 4, Saúde Caixa e Funcef abrem a quinta rodada de negociações entre a CEE e a Caixa.
Dia 09 de agosto tem plenária
O Sindicato dos Bancários/ES convida os empregados e as empregadas da Caixa para a plenária que acontece na próxima terça-feira, 9, às 18h30. A plenária é uma oportunidade para os empregados tomarem ciência sobre o andamento das negociações específicas com a Caixa e também para tirar dúvidas.
Nosso encontro será virtual. Para participar, basta acessar o link
Nossa conquista depende da nossa mobilização!
#BoraGanharEsseJogo

