A Fundação Banestes de Seguridade Social (Baneses) anunciou nessa quarta-feira, 05, o resultado final das eleições para o seu Conselho Deliberativo. A Comissão Eleitoral, composta por representantes da empresa contratada para conduzir o processo de votação, corpo técnico e membros da diretoria da Baneses, além de alguns candidatos, acompanharam a apuração.
Com 510 votos, a candidata Mônica Ribeiro Cade foi eleita membra efetiva do Conselho Deliberativo. Ela assume a cadeira de Júlio César Gomes. Sandro da Silva Martins, o segundo mais votado, com 318 votos, foi eleito suplente. Ao todo, 1.724 funcionários da ativa, aposentados e pensionistas participaram da votação, encerrada na última terça-feira, 04. Descontando os brancos e nulos (15), foram 1.709 votos válidos. A vencedora da disputa recebeu 29,84% dos votos válidos, enquanto Sandro conquistou 18,60%. (Confira abaixo o quadro de votação).

Jonas Freire, secretário-geral do Sindicato dos Bancários/ES, afirma que a entidade continuará acompanhando de perto a gestão da candidata eleita e de todos os conselheiros da Fundação de maneira geral. “O Sindicato apoiou Sandro Martins porque tinha mais identidade com o candidato e com a sua proposta. Mas, independentemente de quem fosse eleito, o papel do Sindicato será sempre a defesa dos interesses dos banestianos da ativa, aposentados e pensionistas. Vamos cobrar da Mônica da mesma maneira que cobraríamos do Sandro, com independência e responsabilidade”, assinala o dirigente.
“Não podemos esquecer que a candidata eleita será a voz dos funcionários e das funcionárias no Conselho da Fundação”. Jonas afirma ainda que o Sindicato irá procurar a conselheira eleita para estabelecer um canal de diálogo e construir uma pauta de discussão sobre os principais problemas dos banestianos da ativa, aposentados e pensionistas do banco”, afirma Jonas.
Suplência atuante
Sandro Martins agradeceu a confiança dos eleitores e das eleitoras que votaram nele. Como suplente, ele afirmou que irá participar, sempre que possível, das reuniões do Conselho. “Não tenho direito a voto, mas posso participar das reuniões, acompanhar os debates e ter acesso às informações”, assinalou.
Alta abstenção
O candidato chamou atenção para a baixa participação dos eleitores na votação. Os 1.724 votantes representaram apenas 39% dos 4.420 eleitores aptos a votar, entre participantes da ativa, aposentados e pensionistas. “Essa alta abstenção causa preocupação. Não conseguimos ampliar o índice de votantes, que vem se mantendo baixo nas últimas eleições”, apontou.
Sandro, que já foi conselheiro por dois mandatos consecutivos (2009 a 2013 – 2014 a 2018), disse que a Fundação e as candidaturas precisam fazer um debate e procurar soluções para aumentar esses índices de participação nas próximas eleições. Ele apontou que há uma dificuldade da própria fundação em se comunicar com os aposentados e pensionistas. “Durante o processo eleitoral, tive dificuldade de fazer essa comunicação com esse grupo. Acredito que os outros candidatos também enfrentaram esse mesmo problema”, assinalou.

