Neste 24 de janeiro é celebrado em todo o país o Dia Nacional do Aposentado e da Aposentada. Em alusão à data, o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo saúda toda a categoria aposentada que tanto contribuiu dedicando sua força de trabalho para a sociedade.
A aposentadoria é um direito essencial que, infelizmente, no Brasil, sofreu nesses últimos anos sucessivos ataques por parte da classe empresarial e de seus representantes políticos. Dentre esses ataques estão a reforma trabalhista, aprovada durante o governo Temer, e a reforma previdenciária, aprovada na gestão de Bolsonaro.
Sindicato tem pasta específica
Em 2021, o Sindicato criou uma Secretaria dos Aposentados específica para as pautas desse grupo de bancários e bancárias capixabas. Ela é responsável por coordenar a execução das políticas relativas à Previdência e outros temas de interesse dos aposentados e aposentadas.
“Nossa expectativa é fazer mais a integração dos aposentados com o Sindicato para trabalharmos com essas pautas específicas. A Secretaria existe em prol deles e delas, porque apesar de estarem aposentados do trabalho bancário, da luta não se aposentam”, reflete a diretora do Sindibancários/ES e titular da Secretaria dos Aposentados, Glória Dias.
A luta não aposenta
Entre 1983 e 2015, a bancária aposentada Wana Maria Rocha dedicou sua vida à profissão. Aposentada há quase 9 anos pelo Banco do Brasil, Wana reforça a linha de pensamento da diretora do Sindicato destacando que a luta não se aposenta: “não podemos nos esquecer de que, embora aposentados, nossa luta continua. Devemos contribuir com as instituições que nos representam, em especial o Sindicato, bem como nos manter sempre atualizados”, diz.
Quem também concorda com essa reflexão é a diretora do Sindibancários e aposentada, Goretti Barone. “Aposentar não significa que a vida parou. Precisamos nos manter ativos tanto na vida pessoal, com os nosso vínculos, amigos e familiares, quanto na luta. Estando ativo e participativos, envelheceremos com qualidade”, complementa.
Desafios
A busca pela qualidade do envelhecer passa também pelos cuidados com o corpo e com a mente. E um dos maiores gargalos para os aposentados e aposentadas é em relação aos planos de saúde. Afinal, quando mais se precisa do serviço ao atingir a melhor idade, maior é o custo e menor é a renda. É uma conta que não bate.
“Esse é um enorme desafio. Porque quando a gente se aposenta há uma perda na nossa renda sendo que os custos permanecem e até aumentam. Mais que desafio, beira a crueldade o que acontece com alguns planos de saúde para nós. Alguns têm o percentual por idade, ou seja, quanto mais velho formos ficando, mais caro pagaremos para ter um plano de saúde. Isso é o que acontece hoje com os bancários e bancárias do Banestes, por exemplo”, destaca Goretti.









