Diretores do Sindicato participam de ato contra privatização dos Correios

14/07/2021 13:48

Trabalhadores dos Correios e de outras categorias realizaram ação na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, no Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios, nesta terça-feira, 13

Ao lado de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios e de outras categorias, diretores e diretoras do Sindibancários/ES participaram na manhã desta terça-feira, 13, do Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios. O ato aconteceu na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória. O PL 591 do governo Bolsonaro propõe a venda de 100% da lucrativa estatal dos brasileiros e pode ser votado na Câmara dos Deputados a qualquer momento.

“O Sindibancários/ES está na luta em defesa das empresas públicas brasileiras contra esse projeto entreguista do governo Bolsonaro liderado por Paulo Guedes. Os Correios são uma valiosa empresa estatal, presente em todo o território nacional, altamente lucrativa e que faz chegar mercadoria e correspondências em todo o canto do país. Estamos unidos a todos os trabalhadores contra o governo Bolsonaro que quer destruir a vida, a natureza e o patrimônio dos brasileiros”, declara a coordenadora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

A privatização dos Correios faz parte de um amplo projeto do governo Bolsonaro de entrega das empresas públicas brasileiras, que inclui, inclusive, os lucrativos bancos Caixa e Banco do Brasil. Para o dirigente da Intersindical e diretor do Sindibancários/ES, Idelmar Casagrande, é preciso endurecer a luta para barrar as privatizações, que vão afetar drasticamente a economia, o desenvolvimento do Brasil e o atendimento à população mais vulnerável.

“O que está por trás do interesse em vender uma empresa lucrativa e bem avaliada como os Correios é a ideologia neoliberal que rege as políticas desse governo. Privatizar as empresas públicas é tirar a riqueza do povo e entregar para a inciativa privada. Com a venda dos Correios, muitas regiões do Brasil, principalmente as periferias, serão drasticamente afetadas pois podem ficar sem os serviços de entrega que hoje é realizado exclusivamente pelos Correios”, alerta Casagrande.