Em assembleia, bancários aprovam por unanimidade adesão à greve geral do dia 11

09/07/2013 17:48

Reunidos em assembleia geral na noite desta segunda-feira, 08, no Centro Sindical da categoria, os bancários capixabas votaram por unanimidade a adesão à greve geral dos trabalhadores brasileiros, prevista para a próxima quinta-feira, 11 de julho.  A greve está sendo pautada por diversos sindicatos e centrais Sindicais em todo o país e reunirá trabalhadores urbanos, […]

Reunidos em assembleia geral na noite desta segunda-feira, 08, no Centro Sindical da categoria, os bancários capixabas votaram por unanimidade a adesão à greve geral dos trabalhadores brasileiros, prevista para a próxima quinta-feira, 11 de julho. 

A greve está sendo pautada por diversos sindicatos e centrais Sindicais em todo o país e reunirá trabalhadores urbanos, estudantes e também os movimentos sociais camponeses. No Espírito Santo, mais de 20 sindicatos já aderiram à paralisação.

“Essa não é uma greve de uma ou outra categoria, é uma greve de toda a classe trabalhadora, dos estudantes, profissionais liberais, camponeses, e de todos aqueles que lutam por melhorias sociais, por dignidade e por igualdade neste país”, diz Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES.

Na quinta-feira, está prevista uma concentração dos grevistas para as 11 horas, em frente à Assembleia Legislativa do Estado, de onde os trabalhadores sairão em marcha até o Palácio Anchieta – sede do governo estadual – para entregar ao Governador Renato Casagrande uma minuta de reivindicações.

Na pauta estadual estão o fim do pedágio da 3ª ponte e uma reforma urbana que priorize as questões de mobilidade e habitação na região da Grande Vitória. Nas reivindicações nacionais os trabalhadores cobram uma auditoria na dívida pública brasileira; o fim do PL 4330, que libera a terceirização no país; a destinação de 10% do PIB para a educação pública e 10% do Orçamento da União para a saúde;

Confira a Pauta Unificada das Centrais Sindicais:

– Auditoria da Dívida Pública;
– Redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários;
– Fim do fator previdenciário;
– 10% do PIB para a Educação;
– 10% do Orçamento da União para a Saúde;
– Transporte público e de qualidade;
– Valorização das aposentadorias;
– Reforma agrária;
– Fim dos Leilões do Petróleo e todo tipo de privatização;
– Contra o PL 4330, sobre Terceirização;
– Reforma urbana;
– Democratização dos meios de comunicação;
– Pelos Direitos Humanos: Contra o genocídio da juventude negra e dos povos indígenas;
– Contra a repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais.