Esta sexta-feira, 11, pode ser um dia decisivo para os empregados dos Correios. A categoria, que se mantém mobilizada em greve desde o dia 17 de agosto em todo o país, volta suas atenções para Tribunal Superior do Trabalho (TST) que faz uma audiência de conciliação entre a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os servidores. A expectativa dos empregados é de que a Justiça do Trabalho consiga mediar uma solução para o impasse. Em greve há 24 dias, a categoria exige a manutenção de seus direitos e a garantia de que a empresa não será privatizada.
A FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) afirma que desde o início do impasse buscou a via do diálogo e da negociação com a empresa. Os representantes da Federação alegam, porém, que a política do presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, tem sido inflexível, O general segue fechado no propósito de retirar direitos da categoria. Para a FENTECT, nunca houve interesse da atual direção em negociar uma proposta que garantisse a manutenção dos direitos dos trabalhadores. Os trabalhadores não aceitaram que a ECT retirasse 70 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, que teria vigência até 2021. Sem interesse de negociar com os trabalhadores, a ECT acabou “empurrando” a categoria para a greve.
Na audiência desta sexta com a ministra Kátia Arruda, do TST, a FENTECT informa que sentará à mesa “com espírito de boa fé e disposição para negociação, tendo como pilares centrais a manutenção de todos os direitos que a direção da ECT insiste em retirar. Nossa luta ainda não acabou e o tamanho da nossa vitória estará em nossa disposição de lutar por ela”, afirmaram os representantes da federação.
Apoio
O Sindicato dos Bancários/ES apoia a greve dos empregados dos Correios. “Acabamos de sair de uma longa e duríssima negociação com os bancos. Sentimos durante todo o processo negocial da campanha salarial deste ano a mão do governo na mesa de negociações. A orientação de Bolsonaro para os bancos era inequívoca: retirar direitos da categoria bancária. A ordem foi impor um arroxo salarial aos bancários. Conseguimos evitar ou reduzir algumas perdas, mas, no final das contas, amargamos prejuízos, especialmente os empregados dos bancos públicos, onde a mão do governo pesou mais forte”, avalia Carlos Pereira de Araújo (Carlão), membro do Comando Nacional dos Bancários.
Carlão afirma que a classe trabalhadora, de maneira geral, deve manifestar solidariedade aos empregados dos Correios. “O ataque do governo aos direitos dos empregados dos Correios é um ataque a toda classe trabalhadora. Temos que enaltecer e aplaudir a coragem desses trabalhadores e trabalhadoras que não se intimidaram e se valeram do legítimo instrumento de greve para lutar pela defesa dos seus direitos que estão sendo ameaçados. Hoje são empregados dos Correios que estão no front para defender direitos, amanhã poderá ser qualquer outra categoria. Por isso é importante demonstrar solidariedade àqueles que estão na luta”, enfatiza o dirigente.
(Fonto capa: FENTECT)









