Nesta quinta-feira (14), foi realizada reunião da mesa bipartite de saúde entre o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pelo Coletivo Nacional de Saúde, e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo.
O Coletivo de Saúde apresentou uma proposta de ajustes à cláusula 61, que trata de assédio moral e discriminação nas relações de trabalho. Entre os pontos está a alteração do nome da cláusula para “Mecanismos de enfrentamento ao assédio e discriminação nas relações de trabalho”.
Outra reivindicação é tornar obrigatórios os mecanismos. A dirigente do Sindibancários/ES, que participou da reunião, entende que é fundamental que o combate ao assédio faça parte da Convenção Coletiva de Trabalho e que todos os bancos sejam obrigados a cumprir a cláusula referente. “Esperamos que a nova redação da cláusula 61 seja mais eficaz, e que a Fenaban já nos dê um retorno na próxima reunião, marcada para dia 11”, afirma Lizandre.
Canais de atendimento
Outro ponto do documento apresentado é um protocolo para os canais de atendimento e acolhimento. Atualmente, os bancos utilizam os canais que já existiam, como o ombudsman ou SAC, que misturam outras demandas até de clientes.
Os empregados também acreditam que seja fundamental a transparência no processo, com regras para recebimento e apuração das denúncias e prazo para a resolução do caso.
O movimento sindical reivindica ainda que a denúncia apresentada anonimamente também tenha que ser apurada. “Não se pode perder, uma denúncia anônima tem de ser levada em conta”.
Informação e formação
Outro ponto do documento apresentado é que todo computador ou terminal que for utilizado pelos trabalhadores apresente a frase: “violência, assédio e descriminalização não serão tolerados”, assim que for ligado, bem como um link para o canal de denúncias.
A campanha de formação também seria composta de dois cursos obrigatórios, para funcionários e para gestores, e a capacitação específica em combate ao assédio moral, sexual e discriminação nas relações dos locais de trabalho a todos os membros da CIPAA, com participação dos sindicatos.
Os bancos vão levar o documento para avaliação e se compromete a trazer as respostas na próxima reunião, marcada para 11 de abril. No encontro, a Fenaban também garantiu apresentar um fluxo de acolhimento para os trabalhadores que adoecem, antiga reivindicação do movimento sindical.









