
Intervenção visual sobre fotografia de Marielle Franco. Divulgação
No último domingo, 14 de março, o brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completou três anos, sem respostas elucidativas sobre quem ordenou a execução e por quê.
Essas e outras perguntas compõem o dossiê lançado na última semana pelo Instituto Marielle Franco, em parceria com a Anistia Internacional Brasil, com o objetivo de pressionar as autoridades públicas e cobrar explicações sobre o crime.
Além de apresentar 14 questões que permanecem abertas em relação ao caso Marielle e Anderson, o Dossiê sistematiza numa linha do tempo diversos fatos ocorridos após a execução — desde marcos na investigação até mobilizações, homenagens e projetos influenciados pela história de Marielle.
“A violência que atingiu Marielle e Anderson é um atentado contra todos os brasileiros e brasileiras que lutam por justiça social. Não podemos aceitar que tanto tempo depois as investigações tenham avançado tão pouco e que os mandantes desse crime permaneçam impunes. Hoje também manifestamos nosso grito de justiça por Marielle e Anderson”, afirma a diretora do Sindibancários/ES Rita Lima.
Marielle era mulher negra, socialista e oriunda da favela. Eleita vereadora carioca com mais de 46 mil votos, sua simples existência nos espaços institucionais de poder incomodava aqueles que se beneficiam do status quo. Deixou um legado de luta pelos direitos humanos e pelo fim a violência do Estado contra o povo negro e trabalhador, sendo exemplo no Brasil e no mundo.
Marielle e Anderson, presente!









