O Sindicato dos Bancários/ES estará junto com os movimentos sociais, trabalhadores de outras categorias, pastorais sociais e coletivos de juventude da periferia, no 26º Grito dos Excluídos. Neste ano, em função da pandemia do coronavírus, a programação para o ato precisou ser reformulada. Por isso, a tradicional marcha por direitos dará lugar a uma celebração inter-religiosa, a partir das 8 horas, no Convento da Penha.
Com o tema “Vida em primeiro lugar” e lema “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação”, o 26º Grito dos Excluídos será a expressão das vozes de milhares de brasileiros que clamam por educação inclusiva, por justiça para os atingidos pela lama de rejeitos e até hoje desamparados; pela inclusão da população negra no foco de políticas públicas; pelos direitos de trabalhadores e trabalhadoras; pela vida da juventude negra; pela vida e dignidade das mulheres; pelos direitos dos encarcerados.
Os atos são realizados desde 1995 sempre no dia 07 de setembro para lembrar aquelas e aqueles que estão à margem da sociedade. “O Sindibancários/ES e a Intersindical estão juntos em mais uma edição deste importante ato de luta, realizado tradicionalmente todo ano contrapondo a falácia do grito da independência. Fizemos essa opção de caminhar junto com os trabalhadores e os movimentos populares nesta data, que ganha ainda mais relevância em meio a essa conjuntura de ataques aos povos indígenas, aos negros, aos quilombolas, aos trabalhadores em geral e aos servidores públicos”, destaca o diretor do Sindibancários/ES, Fabricio Coelho.
O grito também é por moradia e direitos da população em situação de rua; pela vida das pessoas LGBTQIA+; pela tolerância religiosa; pelo respeito e demarcação de terras indígenas e em defesa das florestas; pelos direitos de pescadores; por emprego e renda; por justiça social.
“Nosso grito é por vida, dignidade e justiça para todos os excluídos e incluídos, através de políticas públicas que promovam a vida e a dignidade de todo o cidadão brasileiro”, destaca padre Kelder Brandão, vigário para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, uma das entidades responsáveis pela organização do Grito.
A celebração não será aberta ao público, mas poderá ser acompanhada pelas redes sociais (Instagram, Youtube e Facebook) do Convento, com transmissão ao vivo. Estarão presentes para a celebração o arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos; padre Kelder Brandão; pastor Carlos Ulrich; Leila Silva e Rosenberg Moraes, representantes do candomblé; Valdemir Anchesk, representante da umbanda e pastora Maria de Fátima.
Novidade
Além da celebração inter-religiosa, este ano o Grito dos Excluídos terá também uma projeção mapeada no Convento.
A exibição de registros de outras edições do Grito e falas de lideranças religiosas, como o papa Francisco e Dom Dario Campos, será feita pelo PixxFluxx, a partir das 19h, no domingo, dia 6 de setembro.
O 26º Grito dos Excluídos é uma realização de Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória; Fórum Igrejas e Sociedade em Ação; Comitê Popular de Proteção aos Direitos Humanos no Contexto da Covid-19 e Fórum Capixaba em Defesa da Vida das Trabalhadoras e Trabalhadores.
A projeção mapeada tem o patrocínio de Associação dos Docentes da Ufes (Adufes), Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES), Federação para Assistência Social e Educacional (Fase), Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários-ES) e Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória.
Participe!
26º Grito dos Excluídos
Vida em primeiro lugar
Basta de miséria, preconceito e repressão!
Queremos trabalho, terra, teto e participação!
Projeção mapeada “Nossos Gritos”
Quando: domingo, dia 6, a partir das 19h.
Onde: Convento da Penha, em Vila Velha.
Celebração Inter-religiosa
Quando: segunda-feira, dia 7, a partir das 8h.
Onde: Convento da Penha, em Vila Velha.
Como assistir: pelas redes sociais do Convento – Youtube, Instagram e Facebook. Devido às orientações de não aglomeração, a celebração não será aberta ao público.









