Dirigentes do Sindicato dos Bancários/ES e a representante da Gepes se reuniram nesta quinta-feira (07) para dar continuidade às discussões sobre os impactos do Inova e as obras nas agências do Banco do Brasil. Segundo a diretora do Sindicato Bethania Emerick, as pautas avançaram parcialmente em alguns temas, mas permaneceram travadas em outros.
Metas zeradas
Na reunião do último dia 24, o Sindicato cobrou do Banco do Brasil respostas para os problemas criados pelo Inova, em fase piloto de implantação no Espírito Santo. Um dos pontos em debate foram os problemas no sistema operacional do Inova, que zerou as metas (integral ou parcialmente), dos dados referentes aos meses de julho, agosto e setembro. A representante da Gepes Daphne Graciano garantiu que os funcionários e funcionárias não serão prejudicados em função do problema operacional.
Segundo ela, o banco só irá considerar os dados do 3º trimestre no caso de o funcionário não ter conseguido atingir o que se esperava no último trimestre. Caso os dados tenham sido zerados, o banco irá descartá-los e considerar para a avaliação as informações referentes a outubro, novembro e dezembro (4º trimestre). “É o que o banco chama de melhor visão”, explica Bethania, que acrescenta: “A partir do momento em que os funcionários souberam que os dados referentes às metas tinham sido zerados, houve um pânico generalizado. Os funcionários estavam muito ansiosos porque não sabiam como o banco resolveria o problema. E até hoje, por sinal, não se tem informações precisas”, afirma.
Caixas
A reestruturação imposta pelo Inova eliminou a função de caixa em algumas agências e transferiu essa demanda pelo serviço para outras. O Sindicato alegou que as agências que estão absorvendo esse fluxo estão com sobrecarga no atendimento. A dirigente do Sindicato Goretti Barone citou como exemplos retirada dos caixas presenciais das agências da Reta da Penha (Vitória), Glória e Itapoã (ambas em Vila Velha). Sem opção do serviço de caixa nessas unidades, diz Goretti, os clientes têm buscado outras agências, que estão com sobrecarga no volume de atendimento. “As agências do Centro e Praia da Costa (ambas em Vila Velha) e bairro Praia do Canto (Vitória) têm absorvido essa demanda reprimida das agências que desativaram os caixas presenciais”, adverte Goretti.
Segundo a Daphne, o BB tem monitorado essas agências e não tem observado, por enquanto, o aumento no fluxo de atendimento, nem nos caixas presenciais e nem no autoatendimento.
“Ainda não tivemos resposta também sobre o retorno desses caixas nessas agências em que a função foi extinta”, diz Bethânia.
Mudança da função de caixa
Outra demanda cobrada é a posição do banco com relação à mudança na função de caixas. “Trouxemos vários questionamentos dos bancários com relação à situação dos caixas, para os quais ainda não tivemos respostas”, sublinhou Bethania.
A Gepes alegou que há um Grupo de Trabalho específico para estudar a situação dos caixas do BB. O BB prometeu anunciar em breve respostas relacionadas aos caixas, pois há ainda muitas dúvidas não esclarecidas.
“A promessa é de que esse anúncio seja feito em breve. O problema é que esse ‘breve’ nos deixa com os dois pés atrás. Já esperamos demais por um posicionamento”, critica Bethania.
Defasagem de funcionários
No encontro anterior, as representantes do Sindicato destacaram a defasagem de funcionários, citando como exemplos as agências de São José do Calçado, Pancas, Barra de São Francisco, Serra (Jacaraípe) e Presidente Kennedy. Goretti afirmou que essas agências estão com volume de serviços muito além do número de funcionários necessário para atender os clientes com qualidade. “Essa sobrecarga, nunca é demais repetir, gera mais adoecimento”, apontou.
O BB não apresentou posição para essa demanda de defasagem de pessoal.
Reforma
Para além do Inova, as diretoras do Sindicato também pediram soluções para os problemas estruturais na agência de Santa Leopoldina (região Serrana do Estado), que sofreu danos com as chuvas. A Gepes prometeu que as obras estruturais na agência devem ser iniciadas até o fim deste ano. Enquanto a unidade estiver em reforma, assegurou Daphne, os funcionários serão deslocados para um outro espaço, que funcionará como uma agência transitória até que a reforma seja concluída. Não há prazo para conclusão da reforma.
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