A manhã de hoje foi de protesto das centrais sindicais contra as altas taxas de juros no Brasil. No Espírito Santo, a caminhada promovida pela Intersindical e a CUT aconteceu em Laranjeiras, no município de Serra. Também houve panfletagem na Universidade Federal do Espírito Santo. O movimento marca a data de início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros, a Selic.
O Brasil tem a segunda mais alta taxa de juros do mundo, atualmente em 10,5% ao ano. Essa política adotada pelo Banco Central (BC) impede a geração de empregos e prejudica sobretudo a classe trabalhadora.
No panfleto distribuído à população em Laranjeiras, as centrais lembram que desde que o Banco Central se tornou independente, no governo de Jair Bolsonaro, as taxas de juros no Brasil têm atendido às variações do mercado financeiro, favorecendo os mais ricos e os banqueiros. Criado em 1964, o Banco Central era inicialmente comandado pelo Governo Federal com o propósito de regular, por meio de uma política monetária, a economia brasileira.
Em 2021 o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sancionou a Lei Complementar 179 que deu autonomia ao Banco Central. Se antes a instituição era subordinada ao presidente da República, a partir da lei passou, na prática, a ser subordinado ao mercado, aos mais ricos e aos bancos, mantendo taxas elevadas de juros como política monetária, tornando-se, portanto, parcial em seu posicionamento, já que penaliza a classe trabalhadora e favorece os rentistas (aqueles que ganham dinheiro com investimentos e não com produção) e o sistema financeiro (os bancos). Em outras palavras, transfere recursos da população ao sistema financeiro, promovendo ainda mais desigualdade no país.
A taxa Selic serve como referência para todas as outras taxas de juros do país e vem se mantendo em patamares elevados há quase três anos.
Apesar do discurso de controle da inflação, diversos estudos demonstram que juros altos são péssimos para o desenvolvimento econômico, o que, por consequência, prejudica a população brasileira, em especial as camadas de mais baixa renda. É a classe trabalhadora que sofre pagando juros altos em financiamentos, cartão de crédito e todas as demais operações financeiras.
Quais as consequências das altas taxas de juros?
1 – Os juros altos aumentam o valor das dívidas deixando as famílias cada vez mais afundadas numa crise financeira sem fim.
2 – Pegar um empréstimo, seja para quitar dívidas ou investir num negócio, fica muito caro.
3 – Juros altos favorecem o 1% mais ricos do país, que compra títulos do governo para investimentos, e a cerca de 10% da classe média que têm aplicações financeiras.
4 – A cada aumento de 1% na taxa de juros, a dívida líquida do setor público cresceu R$ 38 bilhões.
5 – Impedem investimentos sociais, pois a União fica cada vez mais endividada, não sobrando dinheiro para investir em benefícios sociais como o Bolsa Família e o Farmácia Popular, entre outros.
6 – Impedem investimentos sociais, pois a União fica cada vez mais endividada, não sobrando dinheiro para investir em benefícios sociais como o Bolsa Família e o Farmácia Popular, entre outros.
7 – Paralisam obras essenciais e impedem também a construção e reparos em estradas, a construção de moradia popular, a construção de açudes, escolas, creches e outros bens públicos.
8 – Dificultam a compra da casa própria e de bens de consumo como geladeiras, fogões, carros, celulares, entre outros.
9 – Impedem a geração de empregos e a distribuição de renda.
10- Travam a economia.









