Na terceira reunião de negociação com o Banestes, o Sindicato colocou em pauta a situação da Banescaixa e cobrou a criação de uma comissão paritária responsável por fazer estudos técnicos e elaborar uma proposta de sustentabilidade para a Caixa de Assistência. A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira, 23, no Palas Center – sede administrativa do Banestes. A mesa também contou com a participação de representante da Banespar (Associação dos Aposentados do Banestes).
O pleito dos empregados faz referência à cláusula 11ª do Acordo Coletivo de Trabalho, que já prevê a criação de um grupo de estudos tripartite, com representação do Banestes, Sindicato e da Banescaixa, para análise dos benefícios e formas de contribuição da Caixa de Assistência. A cláusula, apesar de cobranças anteriores do Sindicato, ainda não foi cumprida.
Para o diretor do Sindibancários/ES Alan Sauer, a formação da comissão é o primeiro passo para fazer avançar os debates sobre o tema. “Precisamos ter acesso às informações administrativas, de arrecadação, balanço e universo de participantes, que nos permitam traçar um diagnóstico mais preciso sobre a Banescaixa. Hoje, parte dessas informações fica restrita ao banco, o que dificulta uma análise mais profunda. Qualquer proposta sobre o plano deve levar em consideração essas informações”, explica.
“Queremos um plano solidário, acessível aos bancários, que ofereça qualidade no atendimento e que inclua os aposentados, inclusive os que tiveram que se desligar por incapacidade de pagamento dado os sucessivos aumentos da mensalidade. Na nossa avaliação, isso é possível se fizermos as adequações necessárias de custeio”, destaca o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire.
Segundo Jonas, a resposta foi positiva para a criação da comissão, e uma reunião com a Superintendente da Banescaixa ficou pré-agendada para a próxima semana para dar encaminhamento à demanda.
Acordo com empregados da Coarc
Durante a reunião, o Sindicato também cobrou posicionamento do banco sobre os empregados que já foram ou que serão realocados após terceirização da Coarc – Coordenadoria de Atendimento ao Cliente do Banestes. Atualmente, três operadores correm o risco de perder as funções devido à terceirização. Um deles já está realocado na rede de agências e outros dois permanecem nas suas posições enquanto fazem a transição dos serviços para a empresa contratada. Até agora, a única garantia dada pelo Banestes foi a manutenção da gratificação de função por apenas seis meses.
O Sindicato defendeu junto ao banco a incorporação de função desses empregados como Verba de Caráter Pessoal (VCP), uma vez que o rebaixamento não se deu por demérito deles, mas por uma reestruturação de interesse da própria empresa.
Os representantes do Banestes se comprometeram a levar a reivindicação à direção do banco, e o ponto voltará à mesa de negociação.
Nomeação de gerentes de Superintendência
O Sindicato questionou ainda a nomeação de dez gerentes de superintendência de rede sem o processo de seleção interna. Os cargos foram criados no dia 30 de setembro, e o mesmo ato de criação das funções já apontava os empregados que ocupariam os cargos.
Em resposta, os representantes do banco esclareceram que a nomeação pode ser realizada em caso de criação de cargos novos, e que a seleção interna será aplicada nas próximas nomeações.









