No início da noite dessa sexta-feira (19) foi aberta a 28º Conferência Nacional das Bancários e Bancários no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. O mote da conferência deste ano, “Pelos Bancários e pelo Brasil”, esteve presente nas falas das lideranças sindicais e representantes de entidades nacionais. A renovação de uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com avanços para a categoria bancária e a reeleição do presidente Lula foram pontos recorrentes em todas as falas.
A leitura do manifesto de tolerância para os casos de violência e assédio abriu a conferência, a exemplo do que aconteceu nos congressos específicos do Banco do Brasil e da Caixa. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf; Elaina Brasil, secretária de Formação; e Rosalina Amorim, dirigente da Executiva da entidade, fizeram a leitura do manifesto e reforçaram a importância das mulheres denunciarem os casos de assédio e violência.
A presidenta da Contraf e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, alertou que a categoria terá grandes desafios pela frente. “Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. A dirigente acrescentou: “Temos duas grandes tarefas neste ano. E a principal é impedir que o Brasil retroceda. Por isso, o lema desta conferência é ‘Pelos bancários e pelo Brasil’. Não lutar pelo Brasil é não lutar pelos bancários”, ressaltou.
O coordenador-geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), foi um dos primeiros a falar. O dirigente destacou que a prioridade é reeleger Lula para conter o avanço do fascismo. Sobre a campanha salarial deste ano, Carlão afirmou que a mobilização da categoria é crucial para sustentar a mesa de negociação. Defesa do emprego bancário, fim das metas, aumento da PLR, combate ao assédio, à violência e às metas abusivas, além da atenção à saúde do trabalhador e trabalhadora, são prioridades da campanha deste ano.
Confira a fala de Carlão na abertura da Conferência Nacional
O dirigente ainda acrescentou a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6X1 e a defesa da escala 4X3 para a categoria bancária. “Como todas as campanhas, a deste ano será desafiadora. Mas temos que acreditar na força histórica da categoria para fazer o enfrentamento com os bancos. Importante ressaltar, que a força na mesa de negociação depende diretamente da mobilização da categoria, quanto mais aguerrida, mais força teremos na mesa de negociação”, afirmou Carlão, que também integra o Comando Nacional dos Bancários.
Carlão foi enfático na posição de recorrer à greve, caso as negociações com os bancos não avancem. “Se não sair propostas decentes e respeitosas por parte dos bancos, temos que considerar a possibilidade real de fazer uma greve forte, por tempo indeterminado, para garantirmos o que é nosso por direito. Essa categoria já fez muitas greves e pode fazer novamente. Por isso que nós temos que tirar uma estratégia bem votada, bem discutida desta conferência. Se ousarmos lutar, venceremos”.
Nilza Pereira, presidenta da Intersindical, central à qual o Sindicato dos Bancários/ES é vinculado, também reiterou a reeleição de Lula como prioridade e manifestou apoio à campanha salarial dos bancários. A dirigente afirmou que a categoria bancária é um farol para as outras categorias. O presidente da Fetraf RJ-ES, Nilton Esperança, fez uma fala na mesma linha de Nilza e disse estar confiante na força da categoria bancária para sair com avanços da mesa de negociações.









