Um manifestante ficou ferido na cabeça após ser atingido por tiro de bala de borracha disparado pelo batalhão de choque da Rotam sobre o grupo que protestava contra o PL 4330 na Avenida Elias Miguel, próximo à Rodoviária de Vitória, na manhã desta quarta-feira, 15. A Polícia Militar também usou bomba de efeito moral na tentativa de liberar a via.
“Eu estava ao lado do rapaz que foi atingido. Estávamos observando os policiais que tinham acabado de chegar, e eles começaram a atirar. Só ouvi o barulho e vi o sangue escorrendo na cabeça do camarada. Ele foi levado para o hospital e nós recuamos um pouco, fui para trás do ônibus para não ser atingido. Não tinha nada de pedra contra policiais, não tinha agressão nenhuma. A PM já chegou atirando”, conta o diretor do Sindicato Jonas Freire.

Além do manifestante ferido na cabeça – que levou quatro pontos, outros ficaram com machucados menos graves, como os diretores do Sindicato dos Bancários Renata Garcia, atingida por uma bala de borracha no joelho, e Fabrício Coelho, atingido na perna.
“Estávamos concentrados para sair em caminhada em direção à Federação das Indústrias (Findes) quando a PM chegou e quis nos intimidar com truculência. E o secretário de Segurança (André Garcia) ainda vai para a TV (imprensa local) dizer que nós é que agredimos os policiais, o que não é verdade. Quem chegou atirando bala de borracha e lançando bomba e gás de pimenta foi a PM”, afirma a diretora do Sindibancários Rita Lima.
Os manifestantes resistiram e tiveram o apoio dos moradores do bairro Ilha do Príncipe, que foram para a avenida principal e criticaram a ação da Polícia. O protesto continuou e depois de muita negociação os trabalhadores seguiram em direção à Findes, localizada na Reta da Penha, na região norte de Vitória, onde aconteceu um ato público com a participação também dos grupos que vieram de Vila Velha pela Terceira Ponte.

