
Manifestação na Reta da Penha – Fotos: Sérgio Cardoso
O Sindicato dos Bancários está nesta manhã em frente ao Banco do Brasil da Reta da Penha, em Vitória, numa manifestação contra as consequências do projeto de reestruturação Inova, que mexe na rede física do banco e na vida dos bancários.
O Inova foi lançado como projeto piloto nas agências do BB no Espírito Santo no início de julho e as situações irregulares relacionadas ao processo de nomeação seguem atormentando os bancários e colocando em risco o bom atendimento à população.
Uma das consequências negativas é para os clientes das agências Reta da Penha, Ufes, Itapoã e Glória, que vão perder os caixas presenciais a partir do dia 12 de agosto. Quem precisar de atendimento humano será direcionado para unidades próximas.
A cliente Flávia Ribeiro, 45 anos, foi pega de surpresa com essa informação. “Eu usei o caixa presencial recentemente por conta de viagem internacional. E nem todo mundo tem habilidade com a tecnologia. Meu pai, por exemplo, só faz pagamento no caixa, ele não consegue usar o caixa eletrônico”, afirmou ela.
Para Berenice de Albuquerque Tavares, 70 anos, o atendimento presencial nos caixas “não pode sair da Reta da Penha”. Ela lembra o grande fluxo de pessoas na avenida. “Não tem cabimento a gente ter de ir para a [agência] Praia do Canto para ser atendido no caixa. Aqui tem muita gente idosa que não consegue andar até lá. Se sair, eu vou perturbar muito o banco”.
Falta transparência
Outro problema do projeto Inova é falta de clareza nos critérios adotados nas nomeações feitas pelo comitê ligado à Superintendência Estadual, especialmente para as gerências médias e assistentes.
“O Sindicato vem cobrando do BB mais transparência e informações sobre as nomeações. Além disso, nós estamos lutando pela manutenção da função de caixa e do atendimento à população. O Banco do Brasil é público, e precisamos cuidar dessa sua missão”, afirma a diretora do Sindicato Bethânia Emerick.

