Reunidos na Conferência Estadual da categoria, bancários cobram valorização e melhores condições de trabalho

20/05/2014 16:37

A gente não quer só salário. Esse foi o tema da Conferência Estadual dos Bancários, que aconteceu de 16 a 18 de maio, no Hotel Flamboyant, em Guarapari. Após três dias de debates, os bancários e bancárias capixabas definiram as propostas de reivindicação para a Campanha Salarial 2014 e deixaram claro que, além de reajuste, […]

A gente não quer só salário. Esse foi o tema da Conferência Estadual dos Bancários, que aconteceu de 16 a 18 de maio, no Hotel Flamboyant, em Guarapari. Após três dias de debates, os bancários e bancárias capixabas definiram as propostas de reivindicação para a Campanha Salarial 2014 e deixaram claro que, além de reajuste, querem negociação real das cláusulas de saúde e condições de trabalho.

Em relação às cláusulas econômicas, os trabalhadores aprovaram índice geral para a Campanha Unificada de 20,24% – sendo 6,5% referentes à inflação estimada do período (setembro de 2013 a agosto de 2014), 13% por conta da lucratividade dos bancos em 2013 e a rentabilidade dos seus patrimônios líquidos. Além do índice geral, foi aprovado discutir nas mesas específicas dos bancos públicos as perdas de setembro de 1994 a agosto de 2013, conforme cálculo diferenciado de cada segmento.

As propostas serão defendidas na Conferência Interestadual da categoria, no dia 19 de junho, e, se aprovadas, serão encaminhadas à Conferência Nacional dos Bancários.  “Vamos disputar esse índice nacionalmente. Nos últimos anos, o setor majoritário da CUT, a Articulação Bancária, tem conseguido aprovar no Congresso Nacional da categoria um índice rebaixado, desconsiderando as perdas salariais dos bancários e o alto lucro dos bancos, o que consideramos um grande equívoco. Temos que entrar na Campanha Salarial com um índice que atenda às expectativas dos bancários e valorize o trabalhador”, afirma Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato do Bancários/ES.

Fim das metas

A plenária também aprovou como reivindicação o fim das metas, não só as abusivas, como vem sendo negociado nas últimas Campanhas Salariais. ” Queremos o fim das metas porque qualquer meta é instrumento de pressão e assédio contra os trabalhadores, e não podemos tolerar mais esse modelo de gestão. A imposição de metas tem causado a destruição da saúde física e psicológica de milhares de bancários e bancárias, obrigados a vender produtos até fora do horário de trabalho”, afirma Rita Lima, diretora do Sindicato dos Bancários/ES.

Assédio moral

O combate ao assédio moral foi apontado como um dos eixos prioritários da Campanha Salarial 2014. “O assédio moral vem crescendo em todos os bancos, fruto de uma política de gestão. É uma assédio que é institucionalizado, organizacional, onde as ameaças são utilizadas constantemente para assegurar a exploração do trabalhador”, destacou o coordenador geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

A plenária deliberou pela não assinatura da cláusula de assédio moral que consta no Acordo Coletivo da categoria, por entender que a cláusula beneficia mais aos bancos que aos bancários. Essa cláusula determina que os próprios bancos farão a investigação dos casos denunciados de assédio, e impõe aos sindicatos o sigilo em relação aos envolvidos enquanto durar essa investigação.

Ampliação do horário de atendimento

A ampliação do horário de atendimento com o respeito à jornada de 6 horas também foi defendida. “O banco deve cumprir um papel social, atendendo a população com qualidade. E a ampliação do horário de atendimento, respeitando a jornada de trabalho dos bancários, é benéfico para toda a sociedade”, destacou Allan Sauer, bancário do Banestes e diretor de base do Sindicato.

Eixos de Campanha

  • Promoção da igualdade de oportunidades
  • Defesa da jornada de seis horas
  • Fim das metas
  • Reposição das perdas salariais
  • Piso do Dieese
  • Defesa do emprego
  • Saúde do trabalhador
  • Segurança bancária
  • Isonomia
  • Terceirização e correspondentes bancários
  • Ampliação do número de empregados
  • Defesa dos bancos públicos
  • Ampliação do horário de atendimento com respeito à jornada de seis horas
  • Estatização do Sistema Financeiro