
No próximo sábado, 24, acontecem em todo o país novos atos pedindo o “Fora Bolsonaro e Mourão”. Em Vitória, a concentração será a partir das 14h, na Praça de Jucutuquara. Este será o quarto ato nacional pró-impeachment em um intervalo de dois meses.
Na recém-lançada edição do jornal Correio Bancário, o Sindicato faz um balanço sobre os últimos atos nacionais e destaca a importância de fortalecer a pressão popular para derrotar o projeto de Bolsonaro e dos militares. Leia a matéria na íntegra:
Pulsação das ruas aumenta e derrete popularidade de Bolsonaro
No último 3 de julho, em Vitória, no terceiro “Fora Bolsonaro e Mourão”, antecedido pelos atos dos dias 29 de maio e 19 de junho, alguém gritou em meio à multidão na Reta da Penha: “Se chacoalhar, ele cai”. O manifestante fazia menção a Bolsonaro, querendo dizer que o presidente está por um fio, prestes a sofrer um impeachment. Puxados por movimentos sindicais, populares e partidos políticos, os atos têm atraído mais gente a cada edição e deixam uma certeza: a pulsação crescente das ruas é decisiva para derreter a popularidade de Bolsonaro.
A expectativa é de que o próximo ato nacional, confirmado para 24 de julho, seja ainda mais potente. “Eu estive nos três e sinto que a insatisfação, o grito engasgado pelo fim deste governo são sentimentos que vão se acumulando e ganhando força. A gente se sente revigorada em estar no meio do povo, enchendo o peito para gritar ‘Fora Bolsonaro e Mourão’. É um grito-desabafo em defesa da vida e uma manifestação de indignação às mais de 540 mil mortes pela Covid”, lamenta a coordenadora geral do Sindibancários/ES, Rita Lima.
A dirigente afirma que a CPI da Covid tem tido um papel importante ao trazer à tona os supostos crimes cometidos pelo presidente. Para ela, os depoimentos na CPI e as provas que estão surgindo são essenciais para dar sustentação a um processo de impeachment. “Mas, no final das contas, sabemos que só as ruas podem derrubar Bolsonaro. Por isso convidamos os bancários e as bancárias que voltem às ruas no dia 24 e tragam amigos e familiares que ainda não experimentaram a sensação indescritível de pisar de novo asfalto em nome do resgate da dignidade do povo brasileiro”, sublinha Rita Lima.
Pesquisa é termômetro das ruas
Idelmar Casagrande, da Intersindical, concorda que o caminho para derrubar Bolsonaro está nas ruas e acrescenta que manter a pressão popular é estratégico neste momento, sobretudo com a popularidade do presidente em queda livre.
Segundo a última pesquisa do DataFolha, de 11 de julho, a maioria dos brasileiros adultos (70%) tomou conhecimento das suspeitas de corrupção no processo de compra de vacinas contra a Covid-19, levantadas pela
CPI. “Essas denúncias saíram faz tempo do campo da especulação e são hoje interpretadas pela opinião pública como fatos. E não estamos falando de qualquer corrupção. Estamos nos referindo a desvios de recursos do SUS que deveriam ser usados para comprar vacinas, evitando milhares de mortes”, assevera Idelmar.
A pesquisa também aponta que, para a maioria dos brasileiros o presidente é “desonesto, falso, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário, favorece os ricos e mostra pouca inteligência”.
“Nossa expectativa é que esses dados fiquem cada vez mais claros e que estejam estampados em faixas e cartazes no ato de 24 de julho. Derrotar esse governo é imprescindível para estancar a tragédia social e humana que estamos vivendo”, conclui o dirigente.









