A decisão do Santander de exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 gerou insatisfação entre os trabalhadores.
A medida contrasta com a expectativa criada entre os bancários e com a postura adotada por outras instituições financeiras, que optaram pelo abono das horas como forma de reconhecer a importância do evento e valorizar seus trabalhadores.
Para Claudio Merçon (Cacau), diretor do Sindibancários/ES, a postura do Santander em não valorizar seus funcionários é um absurdo. “Recebemos essa notícia com muita indignação, porque todos os outros bancos se comprometeram a não compensar horas, liberar os funcionários e abonar essas horas. E, infelizmente, o Santander, como sempre, faz questão de não valorizar o seu trabalhador, apesar do lucro que tem”, apontou.
“A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto os demais grandes bancos compreenderam a importância de permitir que seus funcionários acompanhassem os jogos da Seleção Brasileira sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas. É uma postura que ignora um momento de integração e descontração vivido por todo o país e que gera indignação entre os trabalhadores. Em vez de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o banco escolhe penalizar os funcionários e reforçar uma política permanente de desvalorização”, criticou Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander.
A dirigente ressaltou que a reivindicação apresentada pela representação dos empregados era pelo abono das horas, justamente para evitar prejuízos aos bancários: “Os funcionários já convivem com metas elevadas, redução de quadros e aumento constante da sobrecarga de trabalho. Exigir compensação por um período tão curto, em um evento que mobiliza todo o país, acaba frustrando a expectativa dos trabalhadores”.
Fonte: Contraf com alterações Sindibancários/ES.









