Atualizada em 06/10
O Santander iniciou a terceirização da área de manufatura nesta segunda-feira 3, prejudicando, inicialmente, 1,7 mil funcionários, que começaram a ser transferidos para SX Tools, uma empresa criada pelo próprio banco. O objetivo é retirar direitos dos bancários para reduzir custos e aumentar lucros.
Os bancários atingidos inicialmente são os lotados no Radar Santander, em sua maioria, e parte na Torre e no Conexão, em São Paulo, que deixarão de ser empregados do banco e passarão a ser contratados pela terceirizada do banco.
A mudança visa afetar contratos de trabalho, representação sindical e direitos dos bancários garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, uma manobra do banco espanhol.
O comunicado saiu na sexta-feira, 30, e no mesmo dia começaram as reuniões internas com as áreas atingidas para tratar das transferências de local físico já a partir desta semana. Sem nenhuma reunião prévia com a representação dos empregados, o Santander mostra seu total desrespeito aos empregados e ao processo negocial coletivo.
O Santander Brasil é um dos bancos mais lucrativos do país. Fechou o ano de 2021 com lucro de R$ 16,347 bilhões, uma alta de 7% em relação a 2020. Mas a empresa quer mais, e para isso sacrifica os trabalhadores. “Precisamos nos contrapor de imediato a essas mudanças e nos solidarizar com quem já está sendo prejudicado, exigindo a reversão da medida, que pode se espalhar para outras áreas, inclusive”, afirma o diretor do Sindicato e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Cláudio Merçon (Cacau).
Assembleia
O Sindicato convoca os bancários do Santander para uma assembleia virtual na próxima terça-feira, dia 11, das 9 às 17h30, para colher a opinião dos trabalhadores do banco sobre esse processo de terceirização de serviços, que pode se espalhar para outras áreas.









