O Sindicato dos Bancários/ES convida você para participar da pesquisa “COVID-19 como uma doença relacionada ao trabalho”. O estudo é parte de projeto homônimo, promovido pela Associação de Saúde Ambiental e Sustentabilidade (ASAS), com o objetivo de dar luz à relação entre a atividade profissional e o adoecimento pela covid-19.
Para participar, basta clicar no link e responder a um formulário, cujas informações ficarão sob sigilo. O projeto resultará na produção de um dossiê sobre a doença nas diversas atividades de trabalho, reunindo informações e percepções de pessoas que trabalharam fora de seu domicílio ou na companhia de colegas durante a pandemia.
Bancários têm formulário específico
Bancários e bancárias, como uma das categorias cujo trabalho foi considerado essencial durante a crise sanitária, responderão a um formulário específico, o que permitirá sistematizar informações particulares às condições de trabalho da categoria. A diretora de Saúde do Sindicato, Lizandre Borges, fala da importância de participar da pesquisa.
“Os bancários foram fundamentais no pagamento de auxílios, benefícios, linhas de crédito e outros programas de enfrentamento aos prejuízos econômicos e sociais gerados pela crise sanitária, mas isso colocou em risco a própria categoria, que nem sempre trabalhou com condições de segurança adequadas. Ainda hoje os bancos são negligentes quanto ao cumprimento dos protocolos de segurança, e a pesquisa será mais um instrumento para subsidiar nossa luta por melhores condições de trabalho e pela garantia da vida dos bancários”, diz Lizandre.
No Espírito Santo, já são contabilizados 254 casos de bancários contaminados e três óbitos. Os dados, no entanto, são subnotificados e colhidos com a colaboração dos próprios trabalhadores, já que a maioria dos bancos se recusa a passar formalmente as informações.
A resistência em fornecer dados sobre bancários contaminados se repete relação à emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) no caso de infecção pelo coronavírus. “Como os bancos não reconhecem o nexo causal de contaminação, é o Sindicato quem precisa emitir a CAT para permitir que os bancários acessem as garantias legais em caso de complicações. Insistimos, no entanto, que apesar de não ter como provar que a contaminação aconteceu no ambiente bancário, ao se deslocar para o trabalho o empregado se expõe porque é forçado a romper o isolamento social, portanto esse risco é de responsabilidade do banco”, salienta.
Dossiê
Além da análise dos dados coletados, o dossiê do projeto vai incluir histórias de falecidos e sobreviventes e um documentário sobre o tema. Também estão previstas outras ações para dar visibilidade à pesquisa, com informações sobre as condições e a organização de trabalho neste período de pandemia; as condutas das empresas nos cuidados de seus ambientes e nos casos de adoecimento de seus trabalhadores e as necessidades pelas quais estes passam para que ajudas de diferentes naturezas possam ser oferecidas.
A pesquisa “Covid-19 como uma Doença Relacionada ao Trabalho” vai ouvir tanto os trabalhadores do mercado formal como informal, e conta com parcerias com sindicatos de diversas categorias, entidades de pesquisa e movimentos sociais.
“É importante que todos ajudem a divulgar a pesquisa, seja entre os bancários ou para outras categorias profissionais”, pede explica Lizandre.
Equipe
O projeto tem a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas, e é conduzido por profissionais renomados nas áreas de Medicina do Trabalho, Saúde Pública e Saúde do Trabalhador. Conheça a equipe responsável:
Cézar Akiyoshi Saito – Cientista da computação/Universidade Federal do Pará (UFPA), pesquisador em Saúde do Trabalhador, com doutorado em Neurociências e Biologia Celular/UFPA.
Cristiane Queiroz Barbeiro Lima – Química, especialista em Ergonomia de sistemas de produção, com mestrado em Engenharia/Poli-USP, tecnologista aposentada da Fundacentro, pesquisadora em Saúde do Trabalhador.
Daniela Sanches Tavares – Psicóloga, com mestrado em Saúde Pública/FSP-USP, pesquisadora em Saúde do Trabalhador.
Ildeberto Muniz de Almeida – Professor assistente da Faculdade de Medicina de Botucatu/ UNESP. Um dos criadores do portal Fórum Acidentes do Trabalho.
José Carlos do Carmo – Médico pela Faculdade de Medicina -USP, especialista em medicina do trabalho, com mestrado em Saúde Pública/Faculdade de Saúde Pública-USP.
Maria Maeno – Médica pela Faculdade de Medicina-USP, pesquisadora em Saúde do Trabalhador, com doutorado em Saúde Pública/Faculdade de Saúde Pública-USP.
Rodolfo Andrade de Gouveia Vilela – Professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP.









