Os bancários e bancárias enfrentaram uma dura Campanha Salarial neste ano. Com o Banestes, as rodadas de negociações foram difíceis, com inúmeras tentativas de retirada de direitos. Foi a pressão dos banestianos que garantiu a manutenção dos direitos já conquistados.

A mesa de negociação era uma oportunidade para o banco reconhecer o trabalho e dedicação dos bancários e bancárias e ampliar a garantia de direitos. No entanto, o Banestes optou por tentar retirar conquistas e propôs mudanças no registro de ponto que deixariam os empregados vulneráveis e sem garantia do pagamento de hora extras. O ponto por exceção foi colocado pelo banco, de forma insistente, como principal condição para atender a reivindicação dos banestianos pelo fim do teto da REV.

Confira detalhes de como foram as negociações:

O Sindicato foi contra o fim do teto da REV ?

Não. No início da negociação da campanha salarial deste ano, o Banestes propôs quebrar o teto de 1,5 salário da REV, mas iria reduzir o percentual do excedente do lucro distribuído para os bancários de 50% para 30%. Os dirigentes do Sindicato negaram a proposta, uma vez que impactaria diretamente na redução do valor total disponível para pagamento da REV.

A reivindicação pelo fim desse teto continuou na mesa de negociação. Foi somente nos últimos momentos da última rodada de negociação que os representantes do Banestes disseram que o teto de 1,5 salário poderia ser quebrado desde que o Sindicato aceitasse incluir na proposta de acordo a instituição por ponto por exceção. Mais uma vez, o banco condicionava o fim do teto da REV a alguma cláusula prejudicial aos bancários. O Sindicato se negou a aceitar o fim do teto com essa condição.

No entanto, a retirada do teto da REV pode ser feita deliberadamente pelo banco, uma vez que a verba para o pagamento da REV já é previamente estipulada e a medida poderia beneficiar os bancários e bancárias. Além disso, as informações sobre os cálculos de pagamento da REV não são fornecidas ao Sindicato, o que dificulta mensurar quais são os impactos das mudanças no teto, principalmente para os bancários com menores salários.

Por que negamos a cláusula sobre o ponto por exceção?

Essa cláusula proposta pelo banco liberaria o bancário de registrar o ponto no sistema. No entanto, essa pseudo liberdade para os bancários colocaria em risco outros direitos importantes, como o recebimento de horas. O Sindicato tem recebido inúmeras denúncias sobre bancários que, devido à pressão e sobrecarga de trabalho, batem ponto ao fim do expediente mas continuam trabalhando nas agências.

Essa era, portanto, uma proposta perigosa para os bancários e bancárias. Os dirigentes do Sindicato sugeriram ao banco fazer a experiência do ponto por exceção restrito a um setor específico do banco, com as partes podendo romper o acordo unilateralmente, caso houvesse qualquer reclamação dos trabalhadores ao Sindicato. Os representantes do banco negaram a sugestão e, por isso, o Sindicato recusou a proposta na mesa de negociação.

Os questionamentos que ficam são: quais são os interesses do Banestes em não registrar o ponto? Por que condicionar o fim do teto da REV ao estabelecimento do ponto por exceção?

Dúvidas?

Caso o bancário e bancária ainda tenha dúvidas sobre as negociações, pode entrar em contato com o Sindicato por meio do email secretariageral@bancarios-es.or.br ou por nossas redes sociais.

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