As negociações sobre a Banescaixa tiveram um avanço importante. A proposta de criação de um Grupo de Trabalho (GT) sobre o tema, defendida pelo Sindicato, foi aprovada pelo Banestes e o grupo deverá ser constituído a partir da próxima semana.
A proposta foi discutida em mesa específica com representantes do banco nesta quarta-feira, 06, com participação da Superintendente da Banescaixa, Maria Augusta Carlete. A criação do GT será formalizada com assinatura de um documento durante a reunião do Conselho da Banescaixa.
O grupo será composto por dois representantes do Sindicato, que reivindicou o acompanhamento de assessoria especializada própria, além de representantes do Banestes e da Banescaixa, que também terão assessoria. O GT terá a função de promover estudos para construir uma proposta alternativa de contribuição pensando na sustentabilidade dos planos.
Para o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, a criação do GT abre possibilidade para elaboração uma proposta mais sólida de custeio da Banescaixa. “Os problemas da Banescaixa se arrastam há anos, enquanto isso, os bancários pagam a conta com aumentos consecutivos da mensalidade, que já levaram muitos a se desligar do plano. O GT sinaliza maior disposição do banco para negociar uma solução definitiva para a Banescaixa, o que é a nossa expectativa”, avalia.
Entre os pontos defendidos pelo Sindicato para a sustentabilidade da Banescaixa está o modelo de contribuição solidária e por percentual e o retorno da contribuição do banco para os aposentados.
Seleção interna
Na reunião, os dirigentes sindicais aproveitaram para interpelar o Banestes sobre a nomeação dos gerentes de superintendência de rede sem a realização de seleção interna. Os cargos foram criados recentemente, segundo o banco, para realocar empregados que ocupavam a posição de gerente relacionamento mas já atuavam nas superintendências, estando, portanto, em desvio de função. Ao menos 10 gerentes nessa condição foram nomeados para o novo cargo.
O Sindicato recebeu denúncias, no entanto, de que outros empregados, sem vínculo com a superintendência e sem passar por qualquer processo seletivo, também estariam sendo nomeados.
A entidade reafirmou que o processo seletivo, com uso de critérios objetivos e claros, é fundamental para preservar a isonomia entre os empregados na política de encarreiramento, e disse que vai estudar as providências a serem tomadas, já que ausência de seleção fere o Acordo Coletivo de Trabalho.
“Não podemos concordar com uma política de privilégios. O argumento apresentado pelo banco, de que a nomeação buscava corrigir desvio de função, torna-se inválido quando ele passa a nomear pessoas sem vínculo com a superintendência”, critica Jonas Freire.









