A presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Reis, fez um balanço positivo da greve dos trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana da região metropolitana de Vitória, iniciada na última segunda-feira (22). “O movimento grevista foi vitorioso. Conquistamos reajuste salarial acima da inflação”, destacou. Na rodada de negociação no início dessa terça-feira (23), o Sindicato Estadual das Empresas de Limpeza Urbana do Espírito Santo (Selures), que representa os donos das empresas de limpeza que operam em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari, apresentou uma proposta para os trabalhadores. Inicialmente aceita pelo Sindilimpe, a proposta será submetida aos trabalhadores em assembleia marcada para o dia 31 de janeiro. Mas os serviços de limpeza devem ser normalizados a partir desta quarta (24).
TRABALHADORES DA LIMPEZA URBANA DA GV DECLARAM GREVE POR MELHORES SALÁRIOS
O acordo entre o Sindilimpe e o Selures, mediado pela Superintendência do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, ficou nos seguintes termos:
- reajuste linear de 7% para os garis, trabalhadores que fazem a varrição das ruas;
- reajuste de 9% para coletores e jardineiros;
- reajuste de 9% para encarregados, supervisores e líderes de turma;
- redução da carga horária dos garis de 8h para 6h diárias para novos contratos;
- equiparação salarial dos trabalhadores do interior com a tabela salarial de Aracruz;
- café da manhã no valor de R$ 5,00.
Evani reconheceu que a proposta não atendeu a todas as reivindicações da categoria, mas reafirmou que foi um avanço o movimento ter conquistado um reajuste acima da inflação. A inflação acumulada nos últimos 12 meses (até dezembro de 2023) ficou 4,62%. A previsão atual é de que o IPCA feche 2024 em 3,86%. Os reajustes conquistados variam de 7% a 9%.
O plano de saúde foi um dos pontos de pauta não atendidos pela patronal neste primeiro momento. A categoria reivindica o pagamento do plano de saúde 100% pelas empresas, tanto para o trabalhador quanto para seus dependentes, e ampliação da cobertura, com a previsão de internação. Hoje o plano tem participação de 35% dos trabalhadores e não se estende aos dependentes, e prevê apenas atendimento ambulatorial. Evani afirma que as negociações relativas ao plano de saúde e a outros pontos da pauta serão retomadas com o sindicato patronal ao longo do ano.
A dirigente destacou ainda o poder de mobilização da categoria, que levou para as ruas de Vitória mais de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras na última segunda-feira (22), logo após a categoria deliberar pela greve em assembleia. “Essa grande mobilização é fruto de um trabalho de base e mostra o envolvimento e a confiança dos trabalhadores com o sindicato”, apontou a dirigente.









