Confira a cobertura do ato “Fora Bolsonaro e Mourão” em Vitória

03/07/2021 14:40

Acompanhe a manifestação em tempo real

17h

Ato encerrado na Avenida Reta da Penha. Manifestantes que continuam nas ruas saúdam a passagem da carreata, com manifestações de apoio e solidariedade a todos que participaram. Enquanto isso, dispersão é orientada para evitar maior concentração no local.

Durante a manifestação, participantes foram orientados sobre os cuidados sanitários e o uso da máscara foi respeitado pela totalidade dos presentes.  Ato levou para as ruas muita diversidade, energia e unidade de diversos segmentos sociais. O balanço foi positivo, segundo avaliação do diretor do Sindibancários/ES Jonas Freire.

“Fizemos um ato gigante, com muita gente na rua. Isso sinaliza a gravidade da situação que estamos vivendo. Para além das 520 mil mortes, são mais de 14 milhões de desempregados. O ato de hoje foi bonito não só em Vitória, mas no país inteiro, e manda um recado para este Governo. Nós continuaremos a lutar pelo nossos direitos, pela nossa vida e nossa dignidade. O ato de hoje foi fundamental e os próximos serão ainda maiores”, concluiu Jonas.

16h40

Marcha se aproxima do Banestes da Reta da Penha, onde o ato deve ser encerrado. Ainda não há um balanço sobre número de participantes, mas estima-se que a participação tenha superado a última manifestação, realizada em 19 de junho.

Alegorias

Pedido por impeachment de Bolsonaro se soma a reivindicações pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).  Até um grande boneco inflável do Zé Gotinha, símbolo da vacinação no Brasil, foi levado para o ato, para reforçar o pedido de vacina para todos.

16h

Manifestantes cruzam agora a Ponte da Passagem e entram na Avenida Nossa Senhora da Penha. Carreata está pronta para sair logo após a marcha. Lideranças de movimentos sindicais, sociais e estudantis se revezam em intervenções políticas no carro de som. O diretor do Sindibancários/ES Jonas Freire destacou a a urgência e a coragem de estar nas ruas neste sábado:

“Os trabalhadores e as trabalhadoras já não aguentam mais. É a fome, a miséria, o desemprego. Estamos lidando com uma corja de corruptos e de ladrões. Bolsonaro disse que era contra a corrupção, mas quem sabe da história dele, sabe também que ele já nasceu dentro dela. Por isso nós precisamos ir pra rua hoje, amanhã e sempre! Até derrubar esse governo ladrão, assassino, que não tem respeito pela vida, que tripudia das pessoas que estão doentes, com falta de ar. Se não reagirmos, vão nos matar de forme, de covid e de muito mais. Mas nós somos a maioria e não somos covardes. Por isso vamos lutar pelos nossos direitos. É por isso que estamos nas ruas hoje”, disse Jonas.

O Diretor Cláudio Merçon (Cacau) falou representando a Intersindical, e deu nova ênfase à necessidade da disputa política nas ruas para derrotar o governo.

“Só quem vai derrubar o Bolsonaro é o povo na rua, e é agora, não podemos esperar até 2022, porque quem está sangrando é o povo da periferia, que morre nas ações policiais; é o povo que não tem auxílio emergencial, que não tem comida no prato; é aquele que precisa da vacina, mas que não tem acesso por conta da corrupção. A CPI pode desgastar Bolsonaro, mas é o povo na rua quem vai derrubá-lo”, concluiu Cacau.

Diretor do Sindicato, Cacau Merçon

15h22

Marcha começa a deixar concentração na Ufes e ocupa a Avenida Fernando Ferrari. Bancários e bancárias compõem a ala de abertura do ato, com mega-faixa pedindo “Fora Bolsonaro e Mourão”. Na sequência, se posicionam a bateria do grupo Afrokizomba, grupos representantes do movimento negro, do movimento sindical e social em geral, partidos políticos e demais manifestantes.

 

14h50

O clima na concentração é de tranquilidade e de trabalho coletivo. Enquanto aguardam o início do ato, os manifestantes produzem cartazes com palavras de ordem e organizam as alas da manifestação. A trilha sonora fica por conta do famoso samba “Reunião de Bacana”, de Ary do Cavaco, cujo refrão é certeiro quando o assunto é governo Bolsonaro: “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”.

14h30

Os manifestantes começam a chegar à Universidade Federal do Espírito Santo para a concentração do ato pró-impeachment de Bolsonaro e Mourão, que acontece neste sábado, 03, em Vitória. As manifestações acontecem em todo o país, pressionando o Governo Federal em meio aos escândalos de pedido de propina e desvio de dinheiro em contratos de compra de vacinas. 

Os protestos denunciam também a fome, a miséria, o desemprego, e as mais de 520 mil mortes pela covid-19, além da corrupção e entrega do patrimônio público promovidos pelo governo Bolsonaro. 

Confira o chamado dos diretores do Sindibancários/ES

Fotos: Sérgio Cardoso e José Rabelo