Milhares de trabalhadores se reuniram em Brasília na última quarta-feira, 22, na Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pelas centrais Intersindical Central da Classe Trabalhadora, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST, CSB, e Pública e movimentos sociais. A estimativa é que o evento reuniu mais de 20 mil pessoas num movimento de atualização das reivindicações dos trabalhadores.
A Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2024 inclui a reconstrução e o apoio ao povo do Rio Grande do Sul e por medidas de proteção e amparo a seus trabalhadores e trabalhadoras, a revogação do novo Ensino Médio, trabalho decente, valorização do serviço público, redução dos juros assim como também a defesa da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e da reforma agrária e redução da jornada de trabalho, entre outros itens previstos na reforma trabalhista.
Nilza Almeida, secretária-geral da Intersindical, afirmou que diante da tragédia no Rio Grande do Sul foi incluída a pauta de ações imediatas tanto do governo federal quanto da sociedade em relação às mudanças climáticas. “A gente precisa discutir a mudança na matriz de produção, que polui e aumenta o desgaste com a natureza e, assim, a possibilidade de desastres naturais fica ainda maior”, afirmou.
Ela explicou que a marcha foi uma reafirmação, com atualização, das reivindicações entregues para o presidente Lula quando ele era candidato à presidência da República, em 2022. “Alguns pontos como a valorização do salário mínimo o governo vem conseguindo fazer em disputa no Congresso Nacional, mas ainda é necessária muita pressão para recompor e conquistar direitos nesse governo que a gente ajudou a eleger”, afirmou ela.
O próximo passo será o protocolo da pauta em todos os ministérios, no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal. “Vamos levar essa agenda para todos os Poderes, fazer uma movimentação institucional, mostrar que a classe trabalhadora está aqui e quer ter suas reivindicações atendidas”, afirma.
Antes da marcha, os trabalhadores participaram de uma plenária com a participação de ministros do Governo Lula, entre eles o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ministra interina da Mulher, Maria Helena Guarezi, e Márcio Macêdo, da Secretária-Geral da República.
No evento em Brasília também foi lançada a “Agenda Jurídica das Centrais Sindicais no STF – 2024”. O material é dividido por tema e destaca os principais processos que podem impactar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Um outro documento, chamado “Agenda Legislativa das Centrais Sindicais – 2024”, está em construção.

