O mês de outubro começou com uma vitória histórica da mobilização do povo nas ruas e nas redes! Nesta quarta-feira (1º), o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 apresentado pelo Governo Lula, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas que ganham até R$ 5 mil mensais e prevê a redução escalonada da alíquota para aquelas cuja renda mensal chega a R$ 7.350, foi aprovado por unanimidade no plenário da Câmara dos Deputados com 493 votos a favor e nenhum voto contrário.

Para compensar a isenção, a proposta prevê o aumento da taxação dos super-ricos, garantindo a exigência da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e a necessidade do governo de não desequilibrar o Orçamento.

O texto segue agora para o Senado e, se aprovado, será sancionado pelo presidente Lula. A previsão é que as mudanças passem a valer em 2026.

Categoria bancária

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023, cerca de 30% dos bancários serão contemplados pela medida, considerando que esse segmento ganha até R$ 7.000.

Para o Coordenador-geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), essa é mais uma importante vitória conquistada através da pressão popular. “Foi a pressão popular, a mobilização nas ruas que conquistou mais esse avanço para a classe trabalhadora. Sabemos que houve uma tentativa de manobra do centrão e da extrema direita nos bastidores para que a compensação fosse feita cortando verbas de áreas essenciais como saúde e educação para manter os privilégios dos super-ricos, mas a pressão popular falou mais alto e garantiu essa vitória”, avalia Carlão.

“Por isso, é fundamental parabenizar a todos que se envolveram, que foram para as ruas, que mobilizaram nas redes. Esse projeto começa a corrigir essa desigualdade histórica fazendo com que quem ganha muito comece a pagar um mínimo de IR para compensar o fim do imposto para quem ganha menos. É o início de uma justiça tributária, mas ainda temos muito que avançar com a taxação das grandes fortunas, dos bancos e seguimos firmes nessa luta por uma tributação mais justa para todos e mobilizando para pressionar que o Congresso vote a favor dos projetos de interesse da classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1”, ressaltou Carlão.