A 22ª Conferência Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ratificou a delegação capixaba que participará da Conferência Nacional dos Bancários. O encontro regional aconteceu no último sábado, 04, em formato virtual. A tese defendida pelos bancários do ES também foi aprovada, com destaque para a reivindicação de reajuste salarial de 10% mais inflação, PLR linear de 25%, além dos eixos de defesa dos bancos públicos, emprego, respeito à jornada, saúde e condições de trabalho.
As reivindicações serão agora defendidas na Conferência Nacional dos Bancários e das Bancárias, fórum máximo de deliberação da categoria onde serão concluídos os debates sobre a minuta e a estratégia da Campanha Nacional desde ano. O evento será nos dias 17 e 18 de julho. Quinze bancários de bancos públicos e privados irão compor a delegação estadual e farão a defesa das propostas e eixos citados. São eles: Carlos Pereira de Araújo (Itaú), Cláudia Garcia de Carvalho (Santander), Claudio Merçon Vieira (Santander), Evelyn Flores Tavares (Banco do Brasil), Fabrício Coelho (Bradesco), Giovanni Riccio (Caixa), Idelmar Casagrande (Itaú), Jonas Freire (Banestes), José Cláudio Duarte de Almeida (Itaú), Lizandre Borges (Caixa), Maria Goretti Barone (Bando do Brasil), Mônica Cristina Garcia (Itaú), Paula Rizolli Helmer (Banestes), Rita Lima (Caixa) e Sandra Alzira Gonçalves (Bradesco).
Calos Pereira de Araújo (Carlão), diretor do Sindibancários/ES que integra a delegação capixaba, avaliou positivamente o evento regional. Ele destaca que o momento é de organização da categoria, que precisa estar mobilizada para enfrentar os desafios da Campanha deste ano.
“Mesmo virtualmente, a Conferência Interestadual foi representativa e um importante espaço de debate para amadurecer nossas reivindicações para a Campanha Nacional. Caminhamos agora para fechar nossa minuta e devemos ampliar nossa mobilização e nos preparar para um processo duro de negociação com os bancos. Em meio a uma grave crise política e de saúde que afeta centralmente a categoria, só poderemos assegurar nossos direitos com a luta e participação de todos”, enfatiza Carlão.
Entre os temas a serem enfrentados pelos bancários na Campanha deste ano estão as condições de trabalho durante a pandemia. Se por um lado o home office garante uma situação mais segura frente à crise sanitária, por outro os bancos tem se aproveitado do estado de calamidade para ampliar o trabalho remoto sem uma regulamentação adequada, o que traz inúmeras consequências aos trabalhadores, como transferência de custos para o empregado, inadequação de mobiliário e equipamentos de trabalho, dificuldade de controle sobre a jornada, concentração de demandas por empregado, aumento das metas e quebra do convívio social com os colegas – fatores que podem aumentar o adoecimento da categoria.
A luta contra a privatização dos bancos públicos também terá destaque, já que a política econômica do governo Bolsonaro, comandada pelo ministro Paulo Guedes, aponta para a privatização completa do Banco do Brasil e para a venda de importantes ativos da Caixa, alguns deles já anunciados, como a área de seguros e cartões da CEF.
“Em tempos de pandemia, os bancos públicos se mostraram mais uma vez essenciais para a execução das políticas públicas e para destinação de crédito, dando suporte aos trabalhadores mais vulneráveis e aos setores comerciais e produtivos de menor porte. A ameaça aos bancos públicos atinge a todos os brasileiros, e nossa categoria é essencial na defesa desse patrimônio”, destaca Carlão.
Confira o debate sobre outros eixos prioritários defendidos pelos capixabas e aprovados durante a Conferência Estadual da categoria.









