Mulheres lutam pela vida na pandemia

Está na mão mais uma edição do Mulher 24h. Ao invés de receber o jornal impresso no seu local de trabalho, você pode ler a nossa publicação pelo celular ou computador, nesta versão digital. Durante a pandemia, a gente segue reinventando nossa forma de comunicar, sem deixar de fazer a nossa parte para reduzir a circulação de pessoas nas agências e nas ruas, afinal, a crise sanitária não acabou. Passamos há pouco a trágica marca de 250 mil mortes, um ano após a chegada da covid-19 no Brasil. 

Com a curva de contaminação e de óbitos novamente em alta, o combate à pandemia e a defesa da vacinação integram as bandeiras do 8 de março deste ano.  As mulheres farão coro para denunciar o projeto genocida do governo Bolsonaro, que além de negar a ciência no enfrentamento à pandemia, segue com sua agenda econômica ultraliberal, privatizando estatais, precarizando o SUS e reduzindo recursos em áreas sociais. Tudo isso faz com que a tragédia liderada por Bolsonaro e pelos militares, em consonância com o projeto das elites capitalistas, seja humana, econômica, ambiental, cultural… de todas as ordens.  

Nossos desafios são muitos, mas nesta edição do Mulher 24h, vamos refletir com as mulheres bancárias sobre dois temas que dialogam com a crise sanitária e o processo de mobilização do Dia Internacional de Luta das Mulheres. 

O primeiro é o impacto da pandemia e do isolamento social nos números de violência contra a mulher.  Para isso, nos debruçamos sobre as estatísticas de feminicídio e violência doméstica no Brasil publicadas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020. O estudo compila e analisa dados do primeiro semestre de 2020, meses iniciais da pandemia, mas segue sendo um referencial para tratarmos o tema. 

Também falaremos sobre a luta pelo auxílio emergencial e sua importância para a sobrevivência das mulheres, num momento em que o desemprego atingiu o patamar histórico de 14%. 

Que o jornal seja combustível para as lutas que se aproximam no 8 de março. Boa leitura!