Nesta quinta-feira, 22, bancários e bancárias da Caixa vão deliberar em assembleia sobre proposta de paralisação no próximo dia 27 de abril ou por estado de greve. A mobilização dos empregados é crucial para barrar o início da privatização da Caixa, com a oferta pública de ações (IPO) da Caixa Seguridade, garantir o pagamento integral da PLR Social e brecar a antecipação dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs).
A orientação do Sindibancários/ES aos empregados da Caixa é que votem pela paralisação de 24 horas. A assembleia será virtual, das 8h às 20 horas, e para participar basta clicar AQUI.
Saiba por que a Caixa e seus empregados estão em risco
O pacote de desmonte da Caixa como banco 100% público que está sendo executado pelo governo Bolsonaro compromete o desenvolvimento social do país e afeta diretamente os bancários e bancárias da Caixa. Para entender e discutir sobre as graves consequências da abertura da IPO e a consequente privatização da Caixa, os bancários são convidados para uma plenária também nesta quinta-feira, 22, às 18 horas.
A atividade será por meio do aplicativo Zoom e para participar basta clicar AQUI e esperar a autorização do anfitrião.
A diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges, destaca a importância do engajamento dos empregados nesta luta.
“Enfrentamos um momento que exige a mobilização de todos os empregados da Caixa, por isso orientamos que os bancários votem pela paralisação no dia 27. O ataque do governo Bolsonaro é muito forte. A venda de ativos que compõem fortemente o resultado do banco impacta, obviamente, no resultado. No primeiro momento, teremos o resultado da venda desse ativo, que agora seria a Caixa Seguridade. Mas no próximo ano, não teremos nem o valor da venda nem a receita do ativo. Isso representa, portanto, uma perda significativa da receita da Caixa e consequentemente de direitos dos bancários, como queda da PLR. Com esse desmonte, a Caixa não vai conseguir manter os níveis de salários e os benefícios que conquistamos com muita luta nas últimas décadas. Essa é apenas uma das graves consequências da abertura da IPO”, alerta Lizandre.
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