Em assembleia virtual nessa quinta-feira, 22, que ocorreu simultaneamente nas bases sindicais de todo o país, os empregados da Caixa no Espírito Santo deliberaram pela greve de 24h na próxima terça-feira, 27.

Na votação virtual, encerrada ontem, às 20h, 64,1% dos empregados votaram pela greve; 30,4% pelo estado de greve e 5,4% preferiram se abster. São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia e Santa Catarina são exemplos de algumas bases que também indicaram a paralisação para o dia 27. Ainda nesta sexta, 24, a CEE-Caixa se reúne para fazer um balanço das assembleias e orientar as bases sobre as estratégias nacionais.

Na noite dessa quinta, o Sindicato dos Bancários/ES fez mais uma plenária que definiu uma nova reunião na segunda-feira, 26, com caráter organizativo para definir as estratégias de greve. Os empregados também se comprometeram a mobilizar mais colegas para essa próxima plenária que acontece na véspera da paralisação.

Lizandre Borges da CEE-Caixa destacou durante a plenária que esse movimento de resistência contra o desmonte da Caixa, que se alastra pelas bases de todo o país, está incomodando a direção do banco. “As reações da direção da Caixa nos últimos dias, impondo metas inatingíveis para a venda das ações, induzindo os empregados a comprá-las e pressionando os gerentes a votar contra o indicativo de greve nas assembleias, são sintomáticas. A Caixa acusou o golpe. Isso é sinal de que o nosso movimento está tirando o sono do presidente Pedro Guimarães”.

A diretora do Sindicato Rita Lima lembrou que além da venda das ações da Caixa Seguridade, que pavimenta o caminho para o projeto de privatização da empresa pública, os empregados vêm sofrendo ataques sistemáticos da atual gestão. A dirigente citou como exemplo a PLR Social. “A Caixa descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho para se apropriar indevidamente de 1% da PLR Social. A decisão pela greve é uma demonstração de resistência dos trabalhadores e das trabalhadoras da Caixa. Temos que dar um basta a esses ataques e dizer não à privatização da Caixa”.

Lizandre, lembrando mais um exemplo recente de ataque a direitos e garantias dos empregados, chamou a atenção para extinção da Vice-presidência de Pessoas (Vipes). “Esse é mais um descalabro desta gestão. É a prova inconteste de que Pedro Guimarães não se importa com pessoas. A desumanização também faz parte deste processo de desmonte da Caixa”.

Ao final da plenária, Rita Lima reforçou, mais uma vez, a importância da greve como resposta aos ataques à Caixa e aos empregados. E deixou uma reflexão para os empregados e as empregadas da Caixa: “Ousando lutar, venceremos!”.