O Ministério da Saúde anunciou, no início da tarde desta terça-feira, 6, a inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. De acordo com o Ministério, nos próximos dias o informe técnico que incluiu a categoria no PNI será formalizado e a partir da semana que vem as doses começam a ser destinadas para os estados. Além dos bancários, os funcionários dos Correios também serão beneficiados pela medida.
Inclusão tardia
Para Carlos Pereira de Araújo (Carlão) do Comando Nacional dos Bancários, a inclusão da categoria no PNI era uma demanda que vinha sendo reivindicada pelas centrais e entidades sindicais desde o final do ano passado, ou seja, antes mesmo do início efetivo da vacinação, que começou na segunda quinzena de janeiro. “Com mais de 525 mil mortos e com a pandemia ainda tirando 1.500 vidas diariamente no país, essa é uma notícia sempre muito bem-vinda. O que mais desejamos hoje é a vacina no braço, não só dos bancários, mas de todos os brasileiros e de todas as brasileiras. Essa, aliás, é uma das pautas prioritárias que temos levado às ruas nas últimas manifestações, ao lado do Fora Bolsonaro e Mourão e do auxílio emergencial de R$ 600”.
Embora considere a notícia positiva, o dirigente registra que a inclusão da categoria bancária no PNI é tardia. “Estávamos pressionando o Ministério da Saúde, os governos estadual e municipais e o Congresso, porque os números mostraram, especialmente neste ano, o quanto as novas variantes fizeram explodir os casos da Covid. Com esse aumento, começaram a crescer também as mortes entre bancários e bancárias em todo o país. Temos que lembrar que as agências bancárias são caixas de concreto herméticas propícias para a propagação do vírus. São ambientes concebidos para proteger o patrimônio e não para garantir o bem-estar das pessoas”, critica.
Governador ignorou demanda
Carlão relata que os dirigentes do Sindicato dos Bancários/ES se reuniram com o governador Renato Casagrande com o intuito de sensibilizá-lo sobre a vulnerabilidade da categoria, que sempre esteve na linha de frente do vírus. “Infelizmente o governador não demonstrou interesse em priorizar a vacinação da categoria. Há também um projeto de lei, já aprovado na Câmara, que aguarda apreciação do Senado, mas ainda sem data de votação”. A inclusão da categoria no PNI, completa Carlão, acabou saindo pelo Ministério da Saúde a partir de uma demanda entregue pelo Comando Nacional ao ministro Queiroga no dia 11 de junho.
Ainda em março deste ano, as entidades sindicais enviaram ofício para o Governo Federal cobrando a inclusão da categoria e alertando sobre o risco de contágio nas agências, tanto para os trabalhadores como para a população que utiliza os serviços bancários.
“Agora é ficar de olho no calendário de vacinação e atento à convocação da categoria”, finaliza o dirigente.

