18 de agosto ou simplesmente 18A, é “Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Reforma Administrativa do Governo Bolsonaro”. O ato, que acontece simultaneamente em todo o Brasil, será marcado por protestos dos servidores públicos das três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Também estão previstas manifestações de todas as categorias profissionais. O Sindicato dos Bancários/ES está engajado nesse movimento de resistência e luta em defesa das empresas públicas e dos servidores ao lado das centrais, entidades sindicais e movimentos populares.
Em Vitória, segundo Idelmar Casagrande da direção nacional da Intersindical, uma das centrais que apoiam o protesto, a concentração do 18A será na Praça de Jucutuquara, a partir das 8h30. De Jucutuquara a passeata segue até a Prefeitura de Vitória.
“Estamos chamando toda a categoria bancária e os trabalhadores e as trabalhadoras em geral a virem pra rua no dia 18 apoiar essa ampla frente de resistência contra a reforma administrativa”, convoca Idelmar.
Bancos públicos
O dirigente da Intersindical destaca que uma das principais resoluções aprovada recentemente nas conferências do Banco do Brasil e da Caixa foi a posição em defesa das empresas públicas e dos servidores públicos. Segundo ele, a PEC 32 amplia a contratação de comissionados e reduz os concursos públicos, além de retirar direitos e conquistas dos servidores.
“A precarização dos serviços públicos, mesmo antes da reforma, já é uma realidade. Percebemos pelos bancários dos bancos públicos, que vêm perdendo direitos nos últimos anos, e especialmente sob o governo Bolsonaro. Os bancos públicos demitiram mesmo durante a pandemia e seguem cortando postos de trabalho. Os resultados são funcionários adoecidos pela sobrecarga de trabalho e a queda na qualidade do atendimento em função da defasagem de pessoal”.
Impactos em todas esferas do funcionalismo
Idelmar afirma que a reforma administrativa tem impactos diretos nos servidores públicos municipais, estaduais e federais. No caso da categoria, adverte o dirigente, a PEC 32 impacta, sobretudo, os bancários e as bancárias do BB, Caixa, Banestes, Bandes, BNB, Basa e BNDES. Mas ele lembra que a reforma administrativa, de alguma maneira, irá afetar a vida de todos os brasileiros, especialmente os mais vulneráveis.
“As mudanças vão precarizar os serviços públicos e comprometer áreas essenciais como saúde, educação e as políticas sociais de maneira geral. A qualidade da creche vai cair, o posto de saúde do seu bairro vai piorar o atendimento e assim por diante. Por isso, dia 18A tem de entrar na agenda de luta de toda a classe trabalhadora que rejeita governo Bolsonaro e a reforma”, finaliza.

