Bancários votam reivindicações prioritárias durante o 7º Congresso Estadual (Fotos: Sérgio Cardoso)

Bancários e bancárias capixabas encerraram na manhã deste domingo, 15, o seu 7º Congresso Estadual, realizado no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida. Motivados pelo tema “A hora é agora: lutar e conquistar”, eles apontaram os eixos prioritários que defenderão para a Campanha Nacional 2022, entre eles o índice de reajuste de 10% mais inflação do período; a PLR linear para todos os bancários; a defesa do emprego e dos bancos públicos e o fim das metas.

As propostas serão agora encaminhadas ao Encontro Interestadual dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo e, depois, ao Nacional, quando será aprovada a minuta definitiva da categoria, a ser negociada com a Fenaban.

A perspectiva para a Campanha Nacional é de uma disputa dura, avalia o diretor do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão). “A lógica dos bancos é de acumulação. Mesmo com recordes de lucro temos uma ameaça de arrocho salarial, num cenário já muito difícil economicamente para os trabalhadores. O governo federal quer nos impor uma derrota e precisaremos de ousadia e unidade para avançarmos em nossas conquistas”, pontuou.

A coordenadora geral do Sindicato, Rita Lima, corroborou a importância da unidade para a construção da luta da categoria. “Além da mesa única temos as negociações específicas, e todas são importantes. É fundamental nos manter unidos, porque sozinhos não conquistaremos nada. É hora de multiplicar essa compreensão nas unidades de trabalho, mobilizando a categoria para a greve, que é um instrumento legítimo dos trabalhadores para alcançar nossos direitos”, disse.

Congresso aconteceu em formato híbrido, com participação presencial e on-line

Eixos políticos

O Congresso também deliberou como eixos políticos o Fora Bolsonaro e Mourão; pela revogação da Emenda Constitucional 95 e pela estatização do Sistema Financeiro. Veja ao final do texto a lista completa de eixos aprovados.

Plano estratégico

O planejamento estratégico da gestão “Sindicato é pra Lutar”, eleita em 2021, foi apresentado e referendado por unanimidade pela plenária final. A apresentação do plano foi feita pela coordenadora geral, Rita Lima, que destacou os objetivos estratégicos da entidade até o final do mandato. Entre eles estão o fortalecimento do movimento sindical bancário, a defesa dos bancos públicos e maior proximidade com a base da categoria.

Rita Lima, coordenadora geral do Sindicato

Congressos de bancos públicos e privados

Bancários de bancos públicos e privados apresentaram na plenária final as resoluções dos seus congressos específicos, para aprovação do conjunto de delegados. Como parte da programação, foram realizados congressos de bancários do Banestes, do Banco do Brasil, da Caixa e dos Bancos Privados, que discutiram as demandas a serem negociadas para os acordos aditivos à CCT.

Moções

Foram aprovadas as moções de repúdio ao governador Renato Casagrande, pela tentativa de privatização da Banestes Seguros; de repúdio ao vereador de Vitória Gilvan da Federal, pelas ofensas sexistas às vereadoras da capital; de apoio ao bancário Sérgio Soares, perseguido pela direção da Caixa e, por fim, de apoio aos povos indígenas, contra o extermínio patrocinado pelo governo federal.

Calendário da Campanha Nacional

O calendário de construção da Campanha Nacional dos bancários segue com a realização dos encontros interestaduais e nacionais:

28 de maio: Conferência Interestadual dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo

9 de junho: Encontros Nacionais dos Bancos Privados (Bradesco, Itaú e Santander)

9 de junho: 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB)

9 e 10 de junho: 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef)

10 de junho: Encontro Nacional de Mulheres e Juventude dos Funcionários do Banco do Brasil

10 a 12 de junho: 24ª Conferência Nacional dos Bancários

Eixos de luta aprovados pelo 7º Congresso Estadual

Específicos:

  • Índice de reajuste composto por inflação mais 10%;
  • PLR linear a todos os bancários;
  • Promoção de igualdade de oportunidades;
  • Defesa da jornada de 6 horas;
  • Fim das metas;
  • Defesa do emprego bancário;
  • Saúde do trabalhador;
  • Segurança bancária;
  • Condições do trabalho remoto;
  • Isonomia;
  • Defesa dos bancos públicos;
  • Manutenção das homologações no sindicato.

Políticos:

  • Fora Bolsonaro/Mourão;
  • Pela revogação da Emenda Constitucional no 95;
  • Pela revogação da reforma trabalhista;
  • Pela revogação da reforma da Previdência;
  • Pela revogação da terceirização;
  • Auditoria da Dívida Pública Já;
  • Pelo fim da discriminação e violência racial;
  • Pelo fim da violência contra as mulheres e população LGBTQIA+;
  • Estatização do sistema financeiro;
  • Ratificação da Convenção 158 da OIT;
  • Defesa dos serviços públicos, do SUS e da Educação pública;
  • Não à Reforma Administrativa;
  • Pelo fim da autonomia do Banco Central