Pressão por metas obriga gerentes de serviço a acumular função de vendas

17/07/2023 15:37

A Comissão dos funcionários e os gerentes de serviço se reuniram com representantes dos BB. Os trabalhadores disseram que a situação se agravou após o banco adotar o programa Performa, em fevereiro de 2020

Na última quarta-feira, 12, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e gerentes de serviços se reuniram com representantes do BB para reivindicar uma solução para o acúmulo de funções. Desde fevereiro de 2020, quando o programa Performa passou a vigorar, os gerentes de serviço têm sido obrigados a desempenhar as funções operacionais e as de venda. “A pressão por metas é a causa desse desvio. Os gerentes de serviços já têm uma série de atividades relacionadas ao funcionamento operacional das agências. Para dar conta também da função de vendas, ele acaba ficando sobrecarregado. Com o excesso de cobrança, a tendência é de que o gerente adoeça e não consiga fazer nenhuma das atividades com qualidade”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Bethânia Emerick.

A dirigente adverte que, além do acúmulo de funções, a situação tem consequências no bolso do funcionário. “Após a introdução do Performa, o gerente de serviço só recebe pontuação pelas vendas. Ora, o gerente de serviço tem de receber pontuação pela função operacional que desempenha, que é essencial para o bom funcionamento da agência”, pontua Bethânia.

Durante a reunião, os gerentes se queixaram que o Performa diminuiu a pontuação da carreira de mérito dos gerentes de serviço, os colocando na condição de assistentes. Eles reivindicam o fim das cobranças individuais por vendas, e pedem ainda que o serviço operacional seja valorizado.

Os representantes do BB se comprometeram a estudar os problemas e apresentar soluções para as demandas. “É importante acompanhar o desdobramento dessa reunião e cobrar uma solução rápida para o problema não se4 arrastar por mais tempo. Gerente de serviço não tem de cumprir dupla função. As atribuições do cargo por si só já os deixam sobrecarregados. Mais uma vez, a raiz do problema está na cobrança por metas”, critica Bethânia.