O Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram na tarde desta quinta-feira (02) para a primeira rodada de negociação da Campanha Nacional da categoria. As cláusulas sociais foram a centralidade desta primeira negociação e os integrantes do Comando apresentaram as reivindicações para garantir a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs), a ampliação de contratação de PCD’s, a implementação da jornada de trabalho 4×3, o teletrabalho e o direito à desconexão.
O coordenador-geral do Sindibancários/ES e membro do Comando Nacional, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), destaca que é fundamental não só garantir o ingresso de pessoas com deficiência nos bancos, mas também assegurar que tenham oportunidade de ascensão na carreira: “Esse é um tema muito importante. A inclusão de pessoas com deficiência é apenas o início, os bancos precisam dar condições de progressão na carreira, seja no público ou privado”, enfatizou. Outro direito reivindicado na mesa de negociação foi o abono de faltas em caso de necessidade dos trabalhadores PCDs e aos pais e mães de filhos com deficiência para tratamentos ou exames.
Jornada 4 x 3
Durante a rodada, ao defender a jornada de trabalho 4 X 3, o Comando Nacional dos Bancários pontuou que o processo de automação e o uso de novas tecnologias no setor bancário viabiliza a implementação dessa escala. Além disso, a redução da jornada teria o potencial de gerar mais de 429 mil empregos bancários, o que representa um aumento de 103% do número de trabalhadores no setor.
“Destacamos as experiências que já têm no mundo sobre a jornada de 4×3 e como esse debate tem crescido. A jornada de 4×3 é uma necessidade e uma possibilidade, sobretudo na categoria bancária, e dialoga com a qualidade de vida dos trabalhadores”, defendeu o dirigente.
A conquista da implementação da escala 4×3 é um dos desafios dessa Campanha Nacional e exige a mobilização e engajamento de toda a categoria para que seja arrancada dos bancos, como avalia Carlão. “Possivelmente, vamos precisar fazer paralisações e até mesmo greve, pois dificilmente a 4×3 vai sair em uma mesa de negociação”, alertou. A Fenaban propôs um estudo conjunto com os sindicatos sobre os impactos e a viabilidade da implementação da escala 4×3 no setor bancário.
Teletrabalho
Os representantes dos bancários também defenderam a manutenção do teletrabalho e o direito à desconexão, para que os trabalhadores não recebam mensagens das empresas nos intervalos, momentos de repouso, feriados, férias, licenças legais ou convencionais.
“Muitos trabalhadores têm denunciado que recebem demandas e cobranças dos gestores fora do horário de trabalho. Precisamos garantir melhores condições para os bancários e as bancárias que atuam nessa modalidade, principalmente que tenham sua carga horária de trabalho respeitada”, defendeu Carlão.
Ultratividade
O Comando Nacional dos Bancários também apresentou a minuta de reivindicação da ultratividade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), para garantir os direitos já conquistados até a assinatura de uma nova CCT. No entanto, os representantes da Fenaban se negaram a assinar o documento.
A próxima mesa de negociação acontecerá na terça-feira (07) e discutirá medidas pela manutenção do emprego.
Com informações da Contraf










