O Santander anunciou nessa quarta-feira, 26, lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre de 2023 (2T23), alta de 7,9% em relação ao primeiro trimestre do ano (1T23). No comparativo com o mesmo período do ano passado (2T22), a queda do lucro foi de 43,5%. O presidente do banco, Mario Leão, analisou o resultado com otimismo. “Começamos a sentir os efeitos positivos da maior seletividade de crédito aplicada a partir do fim do quarto trimestre de 2021. Observamos melhora da PDD [provisão para devedores duvidosos] e do indicador de inadimplência de curto prazo nesse trimestre, evidenciando a qualidade das safras novas, o que permite viés de melhora do custo de crédito ao longo de 2023 e capacidade de retomada de crescimento”.
Para o dirigente do Sindibancários/ES e da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES) Claudio Merçon (Cacau), a própria fala do presidente do banco deixa claro que o Santander vai muito bem, obrigado quando o assunto é lucro. “O grupo tem muito a agradecer aos funcionários e às funcionárias do Brasil, que são responsáveis pelos melhores resultados globais do banco. Nos últimos anos, o Brasil chegou a representar, em média, 36% dos resultados da corporação, superando o próprio Santander Espanha, maior banco daquele país.”, destaca o dirigente.
Cacau diz que o lucro de R$ 2,14 bilhões no primeiro trimestre do ano, que representou uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2022, foi impactados pelo “efeito Americanas”, mas ele pondera que mesmo assim o Santander Brasil manteve o posto de maior gerador de resultados do grupo no mundo, com lucro líquido atribuído aos controladores de 469 milhões de euros no primeiro trimestre de 2023. “O Santander só conhece ganhos desde que iniciou suas operações no Brasil, em 1982. São quatro décadas consecutivas acumulando lucros e tornando o grupo mais forte internacionalmente. O banco não tem do que se queixar. Isso tudo à custa de metas abusivas e da exploração dos trabalhadores brasileiros, que entregam muito”, aponta o dirigente.
Outros números do 2T23
O lucro societário do Santander ficou em R$ 2,14 bilhões entre abril e junho, com alta de 4,1% no trimestre. A margem financeira bruta do Santander, que ostenta o título de terceiro maior banco privado do país em ativos, fechou em R$ 13,57 bilhões no segundo trimestre – alta de 3,3% ante o trimestre anterior e 6,3% em relação ao 2T22.
As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) ficaram em R$ 5,98 bilhões, com queda de 11,6% ante o trimestre anterior e alta de 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2022.
As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 4,81 bilhões, com alta de 2,4% no trimestre e queda de 1,5% em 12 meses. “Importante destacar também que a base de clientes, atualizada até junho deste ano, aponta que o banco ganhou 7,2 milhões de correntistas, em relação a junho de 2022, chegando a 63,3 milhões de clientes”, informa Cacau.

