Mais de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras dos serviços de limpeza urbana da Grande Vitória, após assembleia que decidiu pela greve, tomaram as ruas do centro da capital capixaba em protesto por melhores salários (Foto: Sindilimpe-ES)

Após assembleia, os trabalhadores e as trabalhadoras terceirizados da limpeza urbana dos municípios da região metropolitana de Vitória decretaram greve nessa segunda-feira (22). A categoria reivindica 15% de reajuste salarial, tíquete de alimentação linear no valor R$ 1 mil e melhores condições de trabalho. O movimento paralisa as atividades de varrição, coleta e a jardinagem nos municípios de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Guarapari. Após a Assembleia, realizada na sede do Sindilimpe-ES, em Gurigica, a categoria seguiu em manifestação até o Palácio Anchieta, no Centro da capital. Estimativas apontam que cerca de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras participaram do ato.

“Foi uma assembleia muito importante. A categoria decidiu de forma unânime pela greve porque não aceita o que foi proposto. Precisamos ser valorizados e respeitados porque realizamos um trabalho fundamental para toda a sociedade”, afirmou a presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Reis.

 Os trabalhadores também pleiteiam o pagamento do plano de saúde 100% pelas empresas, tanto para o trabalhador quanto para seus dependentes, e ampliação da cobertura, com a previsão de internação.  Outro ponto de pauta é que a empresa assuma a higienização dos uniformes de trabalho, tarefa que hoje fica a cargo dos trabalhadores. 

O Sindicato dos Bancários/ES apoia a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana da Grande Vitória. “A greve é um direito legítimo do trabalhador. Sabemos que essas empresas de limpeza mantêm contratos altíssimos com as prefeituras e aumentam suas margens de lucro em cima da exploração da mão de obra desses trabalhadores e trabalhadoras”, afirma o dirigente do Sindibancários/ES Carlos Pereira de Araújo (Carlão). “Reiteramos nossa solidariedade aos trabalhadores e ao Sindilimpe, que organiza a categoria”, completa Carlão. 

Os trabalhadores decidiram recorrer à greve porque a proposta apresentada pelos patrões está muito aquém da reivindicação da categoria. Os donos das empresas de limpeza oferecem apenas 3,71% de reajuste, índice que foi prontamente rejeitado pela categoria.

Nesta terça-feira (23) está prevista uma nova reunião entre o Sindilimpe-ES e o sindicato patronal, que será mediada pela Ministério Público do Trabalho (MPT).

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim confirmou que os trabalhadores da limpeza também paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (23), interrompendo o serviço de coleta de lixo.