Prevalece o impasse nas negociações entre os financiários com a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi). Após seis rodadas de negociações, na reunião do último dia 14, a Fenacrefi apresentou aos trabalhadores uma proposta rebaixada, que representa perdas salariais e no valor da PLR. Sem avanço na mesa, os financiários vão se reunir em plenária na próxima segunda-feira (26), às 19h, para fazer um balanço das negociações até aqui e definir uma agenda de lutas. A plenária é virtual. Para participar, o financiário precisa se inscrever neste link. Após a inscrição, o financiário receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.
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O diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro do Espírito Santo Fabrício Coelho destaca a importância da participação maciça das financiárias e dos financiários na plenária. “Neste momento decisivo, é fundamental a nossa mobilização para defendermos e ampliarmos direitos nessa mesa de negociação, onde a enrolação da Fenacrefi tem sido a tônica, como em todos os anos, diga-se de passagem”, afirmou o dirigente.
Entenda como estão as negociações
Na última rodada de negociações, apesar de os representantes dos financiários terem aberto a reunião cobrando das financeiras responsabilidade com a mesa de negociação e a proposta global para um acordo, os representantes das empresas não levaram nada a sério.
Trouxeram para a reunião uma proposta de reajuste para salários e demais verbas de 80% do INPC. Ou seja, abaixo da inflação e sem nada de aumento real. Além disso, para a PLR a proposta foi de pagamento de até 5% do lucro e com teto de 1,8 salário, o que rebaixaria os ganhos de quem tem salários mais baixos e trabalha muito.
Na avaliação dos representantes dos financiários, praticamente nada do que foi reivindicado em mesa teve algum retorno positivo das financeiras. Os trabalhadores reivindicam um acordo de dois anos, com reajuste salarial que cubra a inflação medida pelo INPC (3,34%), de junho de 2023 a maio de 2024, e de junho de 2024 a maio de 2025, acrescido de 5% de aumento real. Os mesmos índices devem ser aplicados na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Para vales alimentação, refeição e auxílio-creche babá aumento real de 7%.
Proposta rebaixada
A proposta apresentada pela Fenacrefi, de aumento de 80% do INPC, representa reajuste de apenas 2,67% para salários e demais verbas. O índice imporia aos trabalhadores perda de 0,65%.
Além disso, a proposta de PLR representaria perdas de R$ 1.729 para quem ganha o piso de R$ 2.940. Os trabalhadores que ganham até R$ 4.500,00 perderiam com essa proposta de 5% de distribuição do lucro líquido com teto de 1,8 salários para a PLR.
Também não houve retorno por parte dos representantes das empresas sobre a proposta de dois anos. Nem sobre a alteração da data base (atualmente em 1º de junho) para se adequar ao tempo que as financeiras levam para apresentar propostas.
Dados dos financiários
A Fenacrefi ressaltou a importância da discussão mais abrangente realizada até agora, inclusive para o setor patronal. A pesquisa sobre Rosto dos Financiários, com dados fundamentais sobre a categoria, reivindicada pelos trabalhadores, deve finalmente ser feita.
Os negociadores das financeiras se comprometeram com a realização do combate à violência contra a mulher: treinamento, cartilhas e compromisso efetivo no combate, disseram.
Sobre o assédio moral, a Fenacrefi se comprometeu com ações de combate. “Também já existem ações nesse sentido, mas vamos trabalhar em cima disso, além de cuidados de promoção à saúde de uma forma geral”, informaram os negociadores das financeiras.
Uma nova rodada de negociação está marcada para esta quinta-feira (22) em São Paulo. Os trabalhadores cobram respeito e uma proposta defensável que represente o esforço dos financiários.

